GABRIELA BILO/ ESTADAO
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Tendência é manter horário de verão, diz líder do governo na Câmara

Aguinaldo Ribeiro disse que decisão ainda não está fechada, mas que prática já faz parte da cultura do brasileiro

Renan Truffi, Anne Warth e Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

24 Setembro 2017 | 22h06

BRASÍLIA - O líder do governo na Câmara dos Deputados, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), disse neste domingo que "há uma tendência" de o governo manter o horário de verão, apesar de estudos feitos pelo Ministério de Minas e Energia (MME) mostrarem que essa política pública não proporciona economia de energia.

“Fizemos uma avaliação sobre o horário de verão. Há tendência para que se mantenha, até por fazer parte da cultura do brasileiro, que já incorporou isso, e por prudência”, admitiu o parlamentar ao deixar reunião no Palácio do Jaburu, neste domingo, com ministros de governo e o presidente Michel Temer.

Ele disse que ainda será tomada uma decisão sobre o assunto, mas que todos os presentes na reunião avaliaram melhor manter a prática de adiantar uma hora nos relógios. “Isso será decidido por Temer e pelo ministro da pasta”, afirmou.

O assunto tem dividido opiniões nas redes sociais. O governo passou a discutir a aplicação do horário de verão neste ano porque análises do MME mostraram que a mudança nos hábitos do consumidor e o avanço da tecnologia tornaram inócua a economia de energia que o horário de verão proporcionava.

A explicação é que não é mais a incidência de luz natural que influencia os hábitos do consumidor, mas, a temperatura. A popularização dos aparelhos de ar-condicionado é uma das principais razões dessa mudança.

Como o calor é mais intenso no fim da manhã e início da tarde, os picos de consumo de energia são registrados atualmente nesse período. Os dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apontam que o horário de pico ocorre entre 14h e 15h, e não mais entre 17h e 20h, quando os trabalhadores retornavam para casa e tomavam banho.

Para dar mais folga e segurança ao sistema, adiantar os relógios em uma hora permitia, por exemplo, adiar o acionamento da iluminação pública nas ruas. Em 2016, o horário de verão durou 126 dias e gerou uma economia de R$ 159,5 milhões ao sistema, custo considerado irrelevante para o setor. A primeira vez que o País o adotou foi em 1931. Desde 1985, ele foi aplicado todos os anos. Se vigorar neste ano, o horário de verão começa em 15 de outubro e termina em 17 de fevereiro. 

Além de Aguinaldo Ribeiro, trataram do assunto os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) e Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo). OS líderes do governo no Senado, senador Romero Jucá (PMDB-RR), e na Congresso,  deputado André Moura (PSC-SE), também estiveram presentes. 

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