Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Tendência é que projeções para o PIB de 2019 convirjam para 1,5%, diz ex-presidente do BC

Affonso Celso Pastore afirma que o primeiro trimestre deste ano tem 'cheiro de crescimento nulo'

André Ítalo Rocha, Altamiro Silva Jr, Daniel Weterman e Mateus Fagundes, O Estado de S.Paulo

01 de abril de 2019 | 11h54

SÃO PAULO - O ex-presidente do Banco Central (BC) Affonso Celso Pastore afirmou nesta segunda-feira, 1º, que a tendência é que as projeções do mercado para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2019 convirjam para 1,5%, após o PIB decepcionar no último trimestre de 2018 e o ano de 2019 começar com dados também frustrantes. O Boletim Focus desta segunda aponta mediana de alta de 1,98% para o ano.

"O quarto trimestre (de 2018) frustrou. Corrigindo a projeção de 2019 só por causa disso, o PIB viria para 2%. Acontece que o primeiro trimestre foi muito ruim e tem cheiro de crescimento nulo. Então é muito difícil crescer 2%. A tendência é que haja uma convergência das projeções para 1,5%", disse.  A declaração foi dada durante evento "Estadão Discute Corrupção", realizado na sede do jornal O Estado de S.Paulo em parceria com o Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP) para discutir as operações Lava Jato e Mãos Limpas.

Pastore esclareceu que essa análise feita por ele de piora das projeções leva em conta somente os indicadores econômicos, e não as perspectivas para aprovação da reforma da Previdência. "A aprovação da reforma só criaria otimismo para ter efeito na economia no ano que vem, mas não para este ano. Para 2019, com ou sem reforma, o quadro é de crescimento muito baixo", disse.

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