Tendências: índice ABCR mostra acomodação de estoques

O crescimento de 1,5% no fluxo total de veículos nas estradas em janeiro ante dezembro está refletindo a recente trajetória de acomodação dos estoques da indústria, avalia o economista da Tendências Consultoria Integrada Rafael Bacciotti. A empresa calcula os dados de passagens de veículos pelas praças de pedágio do País com base nas informações da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR).

GABRIELA LARA, Agencia Estado

10 de fevereiro de 2014 | 13h29

A alta de 1,5% em janeiro foi puxada pelo tráfego de veículos pesados, que subiu 3,2%, enquanto o de automóveis leves avançou 1%. De acordo com Baciotti, o bom desempenho das vendas do varejo no último trimestre do ano passado parece apontar para o início de um processo de normalização de estoques.

"Outro antecedente que cresceu é a produção de veículos, que aumentou 1,3% em janeiro comparada a dezembro, contra uma queda de 7,7% registrada em dezembro ante novembro, segundo dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) dessazonalizados pela Tendências", disse o economista. Segundo ele, os dois movimentos na mesma direção mostram uma "leve melhora" do setor industrial que ajuda a aumentar o fluxo de veículos pesados nas rodovias.

De acordo com Bacciotti, o avanço de 1% na circulação de veículos leves em janeiro foi influenciado pela questão climática. "Apesar dos números do mercado de trabalho ainda fracos, com emprego crescendo pouco e renda evoluindo menos que no ano passado, as temperaturas elevadas nessas férias acabaram estimulando as pessoas a viajar", afirmou.

Regiões

Em São Paulo, as rodovias administradas pela iniciativa privada registraram acréscimo de 1,1% no fluxo total de veículos em janeiro ante dezembro, considerando os ajustes sazonais - os leves aumentaram 0,8% e os pesados, 3,3%. No Rio de Janeiro, a alta da circulação de veículos foi de 2,9% no primeiro mês do ano - o movimento dos leves avançou 3,1% e o de pesados, 2,5%. Já no Paraná, o crescimento no fluxo de veículos nas estradas também foi de 1,1% - o tráfego de automóveis leves caiu 0,3% e o de pesados subiu 3,8%.

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