Tensão com guerra volta a preocupar mercados

As expectativas de uma possível guerra dos EUA contra o Iraque voltaram a afetar os mercados hoje, especialmente de petróleo. O petróleo cru avançou mais de 3% na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), com investidores tomando posições antes do fim de semana por causa de declarações hostis do Iraque. O vice-primeiro-ministro iraquiano, Tariq Aziz, afirmou nas Nações Unidas que seu país rejeita o retorno incondicional dos inspetores de armas a Bagdá. Além disso, o ministro do Exterior do Iraque declarou que atacará Israel se o país for invadido pelos EUA.As bolsas internacionais já estão em um patamar muito baixo, e apresentaram reações diversas aos pronunciamentos do governo iraquiano. Mas, de qualquer maneira, as cotações vêm oscilando próximas à estabilidade. No Brasil não foi diferente. O destaque nos mercados tem sido o baixo volume de negócios. Ainda assim, o capital estrangeiro parece ter começado a retornar ao País. Segundo levantamento da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a entrada de capital estrangeiro nos primeiros dez dias do mês foi de R$ 126,487 milhões. Mas no acumulado do ano, até o pregão do dia 10, o saldo ainda está negativo em R$ 1,525 bilhão.Apesar do cenário internacional adverso, analistas citam a melhora do quadro eleitoral. O crescimento de José Serra (PSDB/PMDB), o candidato preferido do mercado, que está isolado em segundo lugar nas pesquisas nessa reta final de campanha, trouxe certo alívio aos negócios. Isso não significa, no entanto, o fim das incertezas eleitorais. O crescimento de Luiz Inácio Lula da Silva (PT/PL), por exemplo, é uma fonte de preocupação, embora os investidores achem pouco provável a vitória do candidato do PT já no primeiro turno.Alguns investidores destacam ainda a forte alta das ações PN (preferenciais, sem direito a voto) da Petrobrás, que, por terem muito peso na Bolsa, acabam ajudando a segurar os índices. De segunda-feira até hoje, Petrobrás PN subiu 5,40% mais do que a alta do Ibovespa, de 4,80%. No mês, essa diferença é gritante. O Ibovespa acusa perda de 2% e Petrobrás PN teve valorização de 8,50%. Os preços internacionais de petróleo vêm subindo, o que impulsiona as ações da empresa.MercadosÀs 15h, o dólar comercial estava sendo vendido a R$ 3,1490; em alta de 0,74% em relação às últimas operações de ontem. Ao longo do dia, o valor mínimo negociado foi de R$ 3,1420 e o máximo, de R$ 3,1560. Com o resultado apurado agora, o dólar acumula uma alta de 35,97% no ano e queda de 0,51% nos últimos 30 dias.No mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003 negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros pagavam taxas de 20,420% ao ano, frente a 20,330% ao ano ontem. Já os títulos com vencimento em julho de 2003 apresentam taxas de 23,150% ao ano, frente a 22,870% ao ano negociados ontem.A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em alta de 0,14% em 10186 pontos e volume de negócios de cerca de R$ 176 milhões. Com o resultado de hoje, a Bolsa acumula uma baixa de 24,96% em 2002 e alta de 7,88% nos últimos 30 dias. Das 50 ações que compõem o Ibovespa - índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bolsa -, 12 apresentaram alta. Em Nova York, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - apresenta queda de 0,92% (a 8302,6 pontos), e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - sobe 0,41% (a 1284,95 pontos). O euro opera em queda de 0,95%; sendo negociado a US$ 0,9727. Na Argentina, o índice Merval, da Bolsa de Valores de Buenos Aires, fechou em queda de 2,52% (384,81 pontos). Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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