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Tensão com Rússia faz petróleo disparar; Petrobrás sobe 3%

Bolsas nos Estados Unidos operam em queda. No Brasil, Bovespa consegue subir

Nathália Ferreira, da Agência Estado,

21 de agosto de 2008 | 14h21

O petróleo roubou a cena nos mercados internacionais nesta quinta-feira, 21. Os investidores continuam atentos à crise nos Estados Unidos e possível desaquecimento econômico na Europa e Japão. Contudo, hoje, foi a disparada do preço do petróleo que impulsionou a venda de ações na Europa e em Nova York. Embalado pela queda do dólar e pelas fortes tensões entre Rússia e EUA, trazendo lembranças da época da Guerra Fria, o petróleo subia mais de 5% no final da manhã.   Veja também: Rússia interrompe cooperação militar com Otan, afirma aliança   Diante desse quadro, às 14h14 (de Brasília), o índice Dow Jones caía 0,04% e o Nasdaq perdia 0,56%. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera com alta de 0,75%. As ações da Petrobras sobem mais de 3%. O dólar comercial é vendido a R$ 1,6150, em baixa de 0,25% em relação aos últimos negócios de ontem.   Na Europa, apenas a Bolsa de Londres conseguiu se salvar das fortes perdas nos mercados acionários, dado que as petrolíferas têm peso importante no índice. Além disso, o relatório que mostrou aumento acima do esperado nas vendas do varejo no Reino Unido em julho trouxe algum alento. A Bolsa de Londres fechou em queda de apenas 0,03%. A Bolsa de Paris caiu 1,40% e a Bolsa de Frankfurt perdeu 1,28%.   No lado financeiro, a redução das estimativas para o terceiro trimestre fiscal do Goldman Sachs, Lehman Brothers e Morgan Stanley pelo Citigroup colocou mais lenha na fogueira dos receios dos investidores. Para completar, o relatório semanal de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA mostrou que o mercado de trabalho continua ruim no país.   Petróleo   Durante a guerra entre a Rússia e a Geórgia, os preços do petróleo praticamente não reagiram, mesmo com a ameaça direta a um grande oleoduto perto da zona de conflito. Mas a commodity acabou não resistindo às tensões entre Rússia e EUA. Os norte-americanos foram contra a invasão da Geórgia pelos russos, enquanto a Rússia se irritou quando a Polônia fechou, esta semana, um acordo com os EUA para a instalação de um componente do sistema de defesa de mísseis norte-americano em seu território. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) disse que a Rússia suspendeu a cooperação militar com a aliança até segunda ordem.   Como a Rússia é o maior produtor de petróleo do mundo, os investidores questionam a segurança do fornecimento para diversos países. Segundo o Financial Times, crescem as especulações de que o primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, furioso com a resposta dos EUA e da Europa na guerra na Geórgia, ordenou redução das exportações de petróleo.   O site financeiro Marketwatch já estampa na página inicial que rumores de "uma Nova Guerra Fria" esquentaram o petróleo. E com a ajuda do enfraquecimento do dólar, a commodity buscou os níveis mais altos desde 4 de agosto. No início da tarde, o petróleo WTI (negociado na Bolsa de Nova York) subia 5,04%, a US$ 121,38 por barril. Na máxima, o contrato chegou a US$ 122,04.

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