Tensão continua e dólar abre em alta

Os analistas do mercado dizem que o mercado financeiro continua nervoso e sensível às notícias, principalmente as negativas. Por isso, avaliam que durante a manhã os negócios mostrarão a continuidade da pressão sobre as cotações. Eles não esperam, no entanto, movimentos bruscos, a menos que haja notícias novas. Às 10h12, na abertura, o dólar comercial para venda estava sendo cotado a R$ 3,0310, em alta de 0,53% em relação ao fechamento de sexta-feira. No mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), pagavam taxas de 23,750% ao ano, frente a 23,300% ao ano negociados sexta-feira. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operava em alta de 1,22%.Na sexta-feira, as transações com câmbio já tinham sido encerradas quando o ministro Pedro Malan frustou os investidores com sua entrevista. Mas, de lá para cá, outras declarações foram feitas pelo ministro, pelo presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo presidente do Banco Central, Armínio Fraga e os especialistas dizem que essa frustração foi digerida. No entanto, para atrapalhar os esforços do governo, o secretário do Tesouro dos EUA, Paul O´Neill, veio a público com mais uma de suas declarações "linha dura". Disse que seu país só dará ajuda financeira à Argentina, ao Brasil e ao Uruguai perante "a adoção de programas econômicos confiáveis". No sentido contrário, no entanto, deve pesar o comportamento mais tranqüilo sinalizado pelo mercado internacional, se ele se mostrar firme. O mercado continua aguardando a definição do BC para as suas intervenções diárias no mercado de câmbio durante o mês de agosto. Há expectativas de que o valor das intervenções, que é de US$ 50 milhões este mês, seja elevado.

Agencia Estado,

29 de julho de 2002 | 10h15

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.