Tensão na Costa do Marfim eleva cacau

Novas medidas para tentar provocar a renúncia do presidente de facto da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, elevaram os preços do cacau na Bolsa de Nova York. O contrato março subiu 2,52%, valendo US$ 3.178 por tonelada, o maior preço desde agosto de 2010. O país é o maior produtor mundial da amêndoa e vive uma crise política desde as eleições presidenciais de novembro passado, vencidas por Alassane Ouattara.

Ana Conceição, O Estado de S.Paulo

21 de janeiro de 2011 | 00h00

A recusa de Gbagbo em deixar o poder gerou uma reação internacional que pode afetar as exportações do país. No último fim de semana, a União Europeia proibiu navios do bloco de buscar cacau nos dois principais portos da Costa do Marfim, que responde por 40% da produção global do produto. E anteontem, o Conselho de Segurança das Nações Unidas decidiu enviar mais dois mil homens das forças de paz da ONU para a missão que já tem nove mil soldados na nação do Oeste africano.

Na Bolsa de Chicago, depois de passar o dia em queda, as cotações do milho viraram no final do pregão. Compradores aproveitaram a baixa momentânea de preços e correram para o mercado. O contrato março subiu 1,99% para US$ 6,54 por bushel. Na Argentina, um dos maiores produtores do grão, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires reduziu em 850 mil toneladas a estimativa para produção do país. Prejudicada pela estiagem, a safra deve somar 19,5 milhões de toneladas.

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