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Tensão política faz risco País e dólar subirem; bolsa cai 1,04%

A Bovespa continuou nesta quinta-feira a descontar dos preços das ações a tensão política. O medo do surgimento de novas denúncias nas revistas e jornais de final de semana não permite que os investidores baixem a guarda. A leitura dos investidores é de que o acirramento da crise política dificulta a governabilidade, independentemente de quem vai ganhar as eleições e se vai ter ou não segundo turno. As cotações do dólar chegaram a abrir o dia em queda, apoiadas na melhora que mostrava o comportamento dos mercados internacionais, mas sucumbiram às tensões crescentes com o ambiente político local. E a reversão foi rápida. Às 17h59 o risco País apresentava índice máximo no dia, em 245 pontos, alta de 18 pontos desde o começo do dia, quando estava em 227. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, terminou o dia com perda de 1,04%, aos 34.830 pontos. Na mínima, o índice recuou 1,63%. Na máxima, subiu 0,38%. O volume ficou em R$ 2,70 bilhões. No início da tarde, com a perda de vitalidade das bolsas norte-americanas, por conta do temor de um "pouso forçado" na economia, a Bovespa voltou a cravar pontuações mínimas. O temor foi retomado após a divulgação do índice de atividade industrial regional do Federal Reserve (banco central dos EUA) da Filadélfia, que caiu de 18,5 em agosto para -0,4 este mês.As vendas por parte de investidores estrangeiros continuaram expressivas. Este movimento é facilitado pela desvalorização das commodities em geral. Como aqui as ações relacionadas ao setor de commodities são as que têm maior liquidez, é mais fácil para os estrangeiros venderem esses papéis. As ações de Petrobras reagiram de forma modesta à recuperação técnica do preço do petróleo no mercado internacional, que encerrou hoje valendo US$ 61,59 o barril (contrato para novembro), em alta de 1,40%, em Nova York. A ação preferencial da Petrobras registrou baixa de 0,03%. Na contramão esteve a Companhia Vale do Rio Doce, que esta manhã informou ao mercado que fechou dois contratos de longo prazo de fornecimento de minério de ferro com siderúrgicas chinesas. A ação preferencial classe A da mineradora terminou o dia com valorização de 1,99.DólarNo mercado interbancário, o dólar comercial encerrou em alta de 1,47%, cotado a R$ 2,209. A moeda oscilou entre a mínima de R$ 2,174 e a máxima de R$ 2,213. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociado à vista terminou com valorização de 1,40%, valendo também R$ 2,207. As denúncias que envolvem o aparecimento do dossiê dos Vedoin, donos da empresa Planam, e que atingiram vários membros do PT - resultando no afastamento, na quarta-feira, do chefe de campanha de Lula e presidente do PT, Ricardo Berzoini - pegaram os investidores de surpresa nos últimos dias e estão tendo reflexo negativo nas decisões de negócios. O dólar subiu na quarta por causa deste fato e, depois da tentativa de abertura melhor, continuou com pressão de alta nesta quinta.À tarde, houve piora do cenário externo, o que repercutiu no mercado de câmbio no Brasil, levando o dólar às cotações máximas do dia. A piora se deu em reação ao índice de atividade industrial regional do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) da Filadélfia, que passou de 18,5 em agosto para -0,4 em setembro, muito abaixo da previsão média dos economistas, que era de 15,0.

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