Tentativas de acordo deram em nada

O investidor americano Mark Bakar, da Makai Ventures, não tem dúvida de que, se for concluído, o Warapuru estará entre os maiores projetos hoteleiros do mundo. "Não há nada comparado no Brasil, mas há grande risco de não conseguirmos ressuscitá-lo", disse ao Estado, de San Francisco, Califórnia.

ITACARÉ (BA) , O Estado de S.Paulo

20 de outubro de 2013 | 03h21

Bakar é especialista em recuperar projetos imobiliários em dificuldades. Ex-acionista da luxuosa rede Aman Resorts, grupo hoteleiro presente em 15 países, a primeira vez que ele ouviu falar do Warapuru foi em 2004, quando passava férias em Búzios.

Em 2007, João Vaz Guedes foi procurá-lo nos Estados Unidos em busca de investidores. Desde então, ao lado do empresário mineiro Gustavo Ribeiro, ele tenta encontrar saídas.

Há dois anos, com a falência, as tratativas ficaram ainda mais complexas. Em maio de 2011, a Caciel Indústria e Comércio, fornecedora de serviços de marcenaria, pediu a falência da incorporadora Harmattan, de Vaz Guedes, por uma dívida de R$ 1,09 milhão. A falência foi decretada.

Entre os credores, o Banco Fibra, de Ricardo Steinbruch, detêm 50% do crédito da massa falida. Os outros dois maiores credores são a Funchal Ltda. e o fundo de investimentos Itacaré Capital. Após mais de cinco anos de negociações, eles fizeram uma proposta de compra com a condicionante de iniciar os pagamentos assim que a renovação da licença ambiental fosse concedida. O Itacaré Capital não aceitou a proposta.

Segundo Ribeiro, um orçamento indicou que seriam necessários outros R$ 100 milhões para terminar o hotel. Ele, porém, acredita que o valor possa diminuir com uma readequação da planta a uma visão mais modesta. O empresário João Vaz Guedes foi procurado, mas não retornou o pedido de entrevista. / C.B.

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