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Terá prejuízo quem tirar o dinheiro da poupança, diz Mantega

'Estou garantindo a todos os poupadores que não haverá prejuízo. O ministro da Fazenda está garantindo'

Marina Guimarães, da Agência Estado,

08 de maio de 2009 | 17h21

O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta sexta-feira, 8, que não haverá prejuízos para os investidores brasileiros da caderneta de poupança. Indagado sobre a preocupação dos poupadores, refletida na queda dos depósitos das cadernetas diante da possibilidade de mudanças nas regras, o ministro não deu margens a dúvidas. "Estou garantindo a todos os investidores, a todos os poupadores que não haverá nenhum prejuízo. O ministro da Fazenda está garantindo", disse ele. Mantega afirmou que quem terá "prejuízo terão aqueles que tiraram dinheiro da poupança; aqueles que foram mal informados porque foram induzidos em erro por propaganda enganosa".

 

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O ministro da Fazenda também enviou uma clara mensagem aos partidos de oposição DEM, PSDB e PPS, que divulgaram nota na quinta-feira, no Congresso, na qual acusam o governo de criar incerteza sobre a caderneta, e aos parlamentares que alertam para o risco de perda da poupança. "Os que foram enganados deveriam até abrir uma ação contra aqueles que os induziu ao erro porque não haverá nenhuma perda, nenhum prejuízo, o rendimento (da poupança) será totalmente seguro e permanece totalmente a flexibilidade que existe hoje, o cidadão poder entrar e sair da poupança quando bem entender", disse Mantega. "Não saiam da poupança porque é um mau negócio; vão perder dinheiro", arrematou o ministro.

 

Sobre uma suposta taxação do Imposto de Renda sobre poupanças com saldo maior, Mantega afirmou que "isso não está definido". Embora não tenha adiantado quais serão as mudanças na caderneta de poupança, Mantega deixou claro que o governo está atento aos movimentos desse mercado. "Não permitiremos uma migração em massa de outros investimentos para a poupança, mas isso, por via de regras de mercado, não vai ser por nenhum decreto; o governo não vai decretar nada", afirmou.

 

"Por regras de mercado, nós vamos continuar mantendo a atratividade dos investimentos que não são da poupança, por exemplo, os fundos de renda fixa continuarão tendo atratividade. De modo que não há necessidade de sair dos fundos de renda fixa para a poupança. Portanto, não permitiremos que haja uma aproximação muito grande de uma aplicação com outra aplicação. Então, os fundos de renda fixa continuarão tendo um rendimento superior ao rendimento da poupança", insistiu o ministro.

 

As declarações foram dadas após reunião dos ministros de sete países que participam da criação do Banco do Sul.

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