Adriano Machado/Reuters
Adriano Machado/Reuters

Tereza Cristina rebate críticas de ONG ao agronegócio brasileiro

A ministra da Agricultura respondeu às críticas publicadas por Leila Salazar-López no jornal The New York Times

Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

30 Janeiro 2019 | 22h25

BRASÍLIA - A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, rebateu as críticas publicadas por Leila Salazar-López, diretora executiva da Amazon Watch, uma organização ativista com sede em São Francisco, no jornal norte-americano The New York Times sobre o agronegócio brasileiro e as ameaças do governo Jair Bolsonaro ao meio ambiente. 

O arigo afirma que as promessas do presidente de abrir a Amazônia para negócios podem resultar em “um enorme desmatamento e na liberação de vastas emissões de gases de efeito estufa”.  “Isso não tem fundamento”, disse a ministra ao Estadão/Broadcast.

A ministra afirma que 80% da Amazônia são protegidos por lei. “E isso não vai mudar”, disse. "Eles falam em aumento do desmatamento, mas isso não tem nada a ver com o agronegócio”, afirmou. Segundo a ministra, nos últimos anos 67% do desmatamento na Amazônia aconteceu em terras públicas, invadidas ou griladas. Ela afirma que em 2012 o desmatamento era de 27 mil quilômetros quadrados por ano e passou para 7,6 mil quilômetros quadrados em 2018. “Nessa conta entra ainda o desmatamento legal que acontece em 20% das terras”, disse. 

No artigo publicado no NYT, a autora  afirma que as ameaças de Bolsonaro de reduzir os padrões fundamentais de direitos ambientais e indígenas são uma ameaça à estabilidade climática. Tereza Cristina garantiu que não haverá mudança sobre a lei ambiental de proteção à Amazônia no governo Bolsonaro.

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