Divulgação
Divulgação

Desligamento de térmicas reduz gastos em R$ 2 bilhões

De acordo com o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, não há risco de racionamento de energia no País neste ano

Reuters

04 de maio de 2016 | 19h24

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) determinou ontem o desligamento das usinas termoelétricas com custo variável unitário (CVU) superior a R$ 150 por megawatt/hora (MWh), o que representa a retirada do sistema de cerca de 2 mil MW médios.

Essas térmicas serão desligadas a partir do dia 7 de maio, em meio a uma melhora do quadro de oferta de energia hidrelétrica mais barata, após uma recuperação dos reservatórios, e num ambiente de queda no consumo pela crise econômica.

O desligamento implicará em uma economia ao sistema elétrico de R$ 288 milhões por mês, ou de mais de R$ 2 bilhões em 2016, segundo comunicado do Ministério de Minas e Energia.

Com a decisão, deixarão de despachar as usinas J. Lacerda C, Luiz Carlos Prestes L1, Euzébio Rocha L13. Luiz Carlos Prestes L13, J. Lacerda B, Rômulo Almeida, Nova Venécia, Governador Leonel Brizola L13, Aureliano Chaves, J. Lacerda A2, Barbosa Lima Sobrinho e Charqueadas.

Com a melhora nas condições de suprimento de eletricidade em relação à demanda, o governo vem determinando o desligamento de térmicas desde o ano passado.

Na primeira deliberação, em agosto de 2015, foram desligadas usinas com CVU superior a R$ 600 por MWh. Depois, a partir de março deste ano, foram desligadas as termoelétricas com custo acima de R$ 250 por MWh e, a partir de abril, deixaram de operar as usinas com CVU maior do que R$ 211 por Mwh.

O desligamento das térmicas reduz o custo da energia e possibilitou a implantação, a partir de abril, das bandeiras tarifárias verdes, que não implicam em custo adicional aos consumidores.

Na reunião desta quarta-feira, o CMSE manteve o cálculo de que o risco de déficit de energia no Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do País é zero neste ano.

Mais conteúdo sobre:
Energia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.