Térmicas a óleo têm produção abaixo do previsto

Apontadas como alternativa à perda de águas nos reservatórios das hidrelétricas, as térmicas a óleo também enfrentam problemas de operação na região Nordeste. De acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), 11 usinas no Piauí e no Ceará geraram menos do que o previsto por causa de dificuldades técnicas. A Usina de Jaguariri, na Bahia, também movida a óleo diesel, vem gerando menos do que o previsto em razão da "menor disponibilidade de combustível?, segundo o ONS.Ontem, Jaguariri operou com metade da potência de 101 megawatts (MW) programada, segundo o informativo diário da operação do setor elétrico. Os controladores da usina não foram encontrados para comentar o assunto, mas especialistas dizem que a intensidade das operações nas últimas semanas pode ter provocado o desabastecimento. "Ainda não fui informado de problemas, mas imagino que seja difícil estabelecer uma logística de suprimento de combustível de uma hora para a outra?, diz o diretor-executivo da Associação Brasileira de Geração Flexível (Abragef), Marco Antônio Veloso. As dificuldades com as térmicas levaram o ONS a usar um volume maior do que o projetado de energia hidrelétrica na quarta-feira. Segundo o informativo diário da operação, a fonte hídrica contribuiu com 36,8 mil MW, 600 MW a mais do que o planejado. Já as térmicas contribuíram com cerca de 800 MW a menos do que os 5,4 mil planejados. Os reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste mantiveram o ritmo de queda de 0,1 ponto porcentual e fecharam o dia com 44,6% da capacidade de armazenamento de energia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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