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Termina audiência de Cacciola; decisão sai até sexta

Se tiver de voltar ao Brasil, ex-banqueiro responderá pelos crimes de peculato e gestão fraudulenta

Andrei Netto, de O Estado de S. Paulo,

19 de fevereiro de 2008 | 16h09

Terminou a audiência do Tribunal de Apelações da Justiça do Principado de Mônaco que analisa o processo de extradição do ex-banqueiro Salvatore Cacciola. O resultado deve ser anunciado até o final desta semana e dependerá ainda do aval do príncipe Albert II. Caso a decisão seja pela extradição do ex-banqueiro, a defesa do ex-banqueiro não poderá mais apelar. Ou seja, esta é uma decisão final do processo. Cacciola, que está preso em Mônaco há cinco meses (desde 15 de setembro), chegou de camburão ao Tribunal de Apelações, escoltado por policiais, no início da tarde. O seu advogado, Frank Michel, disse que estava otimista quanto à decisão e informou que insistiria na defesa da tese de que o julgamento que condenou Cacciola a 13 anos de prisão no Brasil foi marcado por irregularidades e por isso seu cliente não devia ser extraditado. O secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma, que acompanha o processo, sustentou, em entrevista, que o processo que resultou na condenação do ex-banqueiro não tem falhas do ponto de vista técnico e formal. Por isso, declarou-se otimista com o desfecho do caso , afirmando que, se a extradição foi concedida, Cacciola poderá ser transferido para o Brasil em 20 dias. Se tiver de voltar ao Brasil, Cacciola responderá pelos crimes de peculato e gestão fraudulenta cometidos durante a crise cambial do real, em janeiro de 1999, que lhe valeram a pena de 13 anos de prisão à qual está condenado no Brasil. À época, o ex-banqueiro era proprietário do Banco Marka, que, ao lado do Banco Fonte Cindam, foi responsável por um prejuízo avaliado em R$ 1,57 bilhão.

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