Termina em palestra 1º debate entre candidatos para a Fiesp

A recusa do empresário Paulo Skaf em debater com Claudio Vaz, seu adversário nas eleições de 25 de agosto para a presidência da Fiesp, transformou em duas palestras isoladas o que deveria ter sido o primeiro embate entre os dois candidatos. "O debate que queremos fazer é com o eleitor e não com o adversário. Tem sido desta forma e queremos que continue assim", justificou Skaf.A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), organizadora do evento, convocou seus associados para conhecer o programa dos dois candidatos e, no convite, afirmou que seria "palco da primeira apresentação dos presidenciáveis da Fiesp". A idéia era que ambos se encontrassem hoje pela primeira vez desde que se lançaram na disputa. Mas "um dos candidatos, preocupado com a eventualidade de enfrentar uma discussão áspera e com a manutenção do alto nível da campanha, pediu que as apresentações fossem feitas em separado", disse o presidente da entidade, Luiz Carlos Delben Leite.Skaf, que preside a Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), assumiu ter pedido à Abimaq que optasse por outro formato para a troca de idéias, que não o debate direto. Vaz, candidato da situação nas eleições, disse que aceita o debate direto. Delben Leite, que preside o sistema Abimaq/Sindimaq, disse que consultará as bases da entidade para, depois, definir o voto em Vaz ou Skaf. Em suas exposições, nenhum dos candidatos atacou o concorrente.DiscussõesPrimeiro a falar ao público, Vaz enfocou a importância de políticas de geração de empregos e renda, da queda dos tributos, dos juros, do spread bancário, do compartilhamento de poder no sistema que forma a Fiesp, da busca pelo equilíbrio entre patrões e empregados na proposta de reforma sindical e na necessidade de ampliação de arranjos produtivos locais.Skaf, que disse estar confiante em seu sucesso nas eleições e na gestão à frente da Fiesp, pediu mais união entre os empresários para "prestar um grande serviço ao País". Defendeu que o setor produtivo tenha uma atitude mais pró-ativa e que leve ao governo propostas para a solução de seus problemas, "em vez de ficar apenas lamentando".

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