Termina greve dos petroleiros em Cubatão

Os seis Sindipetros, que representam 30 mil petroleiros, estão promovendo paralisações parciais pelo País

CUBATÃO , O Estado de S.Paulo

19 de novembro de 2011 | 03h07

Acabou ontem a paralisação dos trabalhadores da Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão, depois de dois dias de greve. Embora o Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro-LP) garanta que 100% do pessoal tenha aderido ao movimento, a diretoria da RPBC informa que não houve queda na produção, já que o grupo de contingência assumiu os trabalhos.

Segundo os dirigentes sindicais dos petroleiros na Baixada Santista, o que houve foi um recuo estratégico, uma vez que a categoria vinha se mostrando dividida.

Os seis Sindipetros, que representam cerca de 30 mil petroleiros em todo o Brasil, estão promovendo paralisações parciais, com o racha desencadeado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), que decidiu suspender a greve geral marcada para a última quarta-feira, adiando a decisão para o dia 22. "Só uma greve nacional, com a adesão maciça de todos os trabalhadores, teria força suficiente para que a Petrobrás atendesse nossas reivindicações", ponderou o assessor do Sindipetro do litoral paulista, Leandro Olímpio.

Na Bahia, os petroleiros estão com as atividades paralisadas desde quarta-feira. Eles se anteciparam ao calendário nacional proposto pela FUP. Os petroleiros reivindicam aumento real no salário base da ordem de 10% - a empresa oferece 3.25% escalonados -, uma rediscussão sobre a política de segurança, melhoria no plano de cargos e salários e do serviço de assistência médica.

O diretor de imprensa do Sindicato dos Petroleiros do Estado da Bahia (Sindipetro-Ba), Christian Pereira, diz que, dos 6 mil petroleiros em atuação no Estado, um contingente de aproximadamente 4.500 já aderiu ao movimento.

Em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, os funcionários da Refinaria Henrique Lage (Revap), também estão em greve desde quarta-feira. A paralisação atinge 40% do efetivo, de acordo com o Sindicato dos Petroleiros. Para manter a produção, a Revap tem trabalhado com um contingente emergencial. Segundo o presidente do Sindicato dos Petroleiros de São José dos Campos, José Ademir da Silva, "a paralisação só não é maior porque Petrobrás conseguiu furar a greve".

Em Alagoas e Sergipe, a greve já atinge as principais unidades da Petrobrás nos dois Estados, mas ainda não há uma estimativa do porcentual de trabalhadores a paralisação atinge. Segundo assessoria de imprensa do Sindicato dos Petroleiros de Alagoas e Sergipe (Sindipetro-AL/SE), uma assembleia da categoria está marcada para este sábado, em Maceió, para avaliar os rumos do movimento e fazer uma estimativa de adesão ao movimento paredista.

"A expectativa é que o movimento se fortaleça a partir da próxima semana, com a entrada dos demais sindicatos na greve", afirmou o assessor de imprensa do Sindipetro-AL/SE.

Espera. Já os petroleiros do norte fluminense, onde fica a base operacional da Bacia de Campos, devem esperar até o próximo encontro com a Petrobrás, na segunda-feira, para decidir se haverá ou não paralisação. Segundo o coordenador-geral do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro-NF), José Maria Rangel, está marcada para o dia 21 de novembro nova reunião entre a empresa e os trabalhadores no Ministério Público do Trabalho.

São mais de 10 mil associados ao sindicato - a maioria empregados das plataformas petrolíferas. Rangel reclamou que, durante as negociações, a Petrobrás embarcou equipes de contingência nas plataformas, para impedir parada de produção em caso de possível greve.

O sindicalista explicou que a categoria está "em estado de greve" desde o dia 16 de novembro, ou seja, podem suspender atividades a qualquer momento. / ZULEIDE DE BARROS, ESPECIAL PARA O ESTADO, ELIANA LIMA, GERSON MONTEIRO, ESPECIAL PARA O ESTADO, ALESSANDRA SARAIVA e RICARDO RODRIGUES

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