EFE/Olivier Hoslet
EFE/Olivier Hoslet

seu bolso

E-Investidor: O passo a passo para montar uma reserva de emergência

Termina sem acordo reunião do Eurogrupo sobre Grécia

Discussões podem continuar no sábado, primeiro-ministro da Grécia mostra otimismo e diz que acordo ainda pode ser alcançado até o prazo de 30 de junho

Estadão Conteúdo

25 de junho de 2015 | 12h41

BRUXELAS - Os ministros das Finanças da zona do euro, que formam o Eurogrupo, concluíram seu encontro de emergência sobre a Grécia e deram mais tempo para Atenas e suas instituições credoras chegarem a um acordo para a extensão da ajuda ao país, afirmou o ministro das Finanças da Finlândia, Alexander Stubb.

"É só isso por hoje. As instituições e a Grécia continuam a trabalhar. O Eurogrupo voltará a se reunir depois, mas não hoje", escreveu Stubb no twitter.

Um funcionário sênior do governo da Grécia, que pediu para não ser identificado, disse que o Eurogrupo muito provavelmente vai rediscutir o assunto no sábado.

Mais cedo nesta quinta-feira, a Grécia e as três instituições - Comissão Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) - submeterem ao Eurogrupo duas diferentes propostas de cortes no orçamento para alcançar um novo acordo.

"O governo grego adaptou o acordo com base no documento de instituições que recebemos anteriormente", afirmou o ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, acrescentando que "vários colegas discordaram e criticaram não só o nosso texto, mas também o texto das instituições". 

"Vamos continuar até encontrarmos uma solução", acrescentou.

Por outro lado, o primeiro-ministro da Grécia disse que estava otimista que um acordo ainda possa ser alcançado. "Acho que a história europeia está cheia de desacordos, negociações e, no final, compromissos", disse Alexis Tsipras. "Então, depois de as propostas gregas abrangentes, estou confiante de que vamos chegar a um compromisso que vai ajudar a zona do euro e a Grécia a superar a crise." 

Antes da reunião, o presidente da França, François Hollande, disse que um acordo com a Grécia é possível e necessário. No entanto, Hollande alertou que o tempo está acabando e que a Grécia tem pouco a ganhar prolongando as negociações sobre as medidas que vai tomar em troca de mais assistência financeira internacional.

"A Europa deve oferecer alívio da dívida para a Grécia, mas Atenas tem de agir primeiro", disse porta-voz do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Rice também disse que, embora a Grécia e seus credores parecessem estar se aproximando de um acordo de resgate à medida que o prazo final se aproxima, o FMI não se estenderia seu cronograma de reembolso para acomodar Atenas.

A Grécia precisa de um acordo com os credores internacionais - Comissão Europeia, BCE e FMI - antes de 30 de junho para poder desbloquear a última parcela, no valor de € 7,2 bilhões, relativa ao segundo plano de resgate, assinado em 2012. Fonte: Dow Jones Newswires.

Tudo o que sabemos sobre:
GréciaEurogrupo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.