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Terminais do Sul e Sudeste recebem investimentos

Administradores de Paranaguá, Rio Grande e Santos contam como estão melhorando aestrutura portuária

O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2015 | 16h20

Após ficar dez anos sem investir em obras de modernização, a administração do Porto de Paranaguá (PR) iniciou, há quatro anos, uma série de intervenções que fazem parte de 182 ações a serem concluídas até 2018. Os investimentos, da própria companhia, devem chegar a R$ 980 milhões.

“A década que ficamos estagnados abriu um passivo. Fizemos um mutirão de investimentos. Já licitamos R$ 511 milhões. As ações englobam desde melhoria de vias de acesso, substituição de guindastes e reforma de 2 quilômetros de cais”, diz o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Henrique Dividino. Segundo ele, as obras incluem dragagem de berços com 8 metros de profundidade, ampliadas para 13,8 metros.

“Em relação aos contêineres, inauguramos um cais de 315 metros, dotado de equipamentos de ponta. No primeiro semestre de 2016 começaremos a receber navios de 368 metros de comprimento por 51 metros de largura. São navios de contêineres de última geração.” Ele diz que 85% das obras já foram concluídas. “Substituímos equipamentos que eram da década de 1970. Com as ações, acabamos com as filas de caminhões que durante décadas assolaram a BR-277. Estamos há quatro anos sem fila.”

Dividino revela que Paranaguá tem capacidade de armazenar 1,7 milhão de t de grãos, distribuídas em 29 armazéns. “Somos um porto bastante graneleiro e o que mais importa fertilizantes. Temos capacidade estática de 3 milhões de t, em 68 armazéns.” Entre janeiro e outubro, segundo a Associação Nacional de Exportadores de Cereais (Anec), Paranaguá embarcou 10,5 milhões de t de milho e soja. Segundo ele, após 25 anos sem receber investimento governamental, Paranaguá foi contemplado pelo governo federal com uma dragagem de aprofundamento do canal de navegação. “O ministro (de Portos) Helder Barbalho esteve conosco há um mês e assinou contrato de R$ 397 milhões”, conta. Dividino afirma que 70% do volume movimentado em Paranaguá vem de seu principal cliente, o Paraná. Os 30% restantes vêm de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.”

Rio Grande. O diretor técnico do Porto de Rio Grande (RS), Darci Tártari, informa que dois projetos estão em andamento para modernizar a estrutura portuária construída pelos franceses há cem anos. “Vamos modernizar toda a extensão de 1.900 metros de cais. A partir da murada existente, projetamos uma plataforma que avança 11 metros e é apoiada por estacas. Após a conclusão da obra, receberemos navios de até 90 pés. Hoje, eles têm no máximo 31 pés.” Tártari relata que já modernizou 450 metros com recursos da autarquia. “Recentemente, nos reunimos com o ministro Barbalho, que garantiu a continuidade da obra. O projeto consumirá R$ 100 milhões.”

Outra obra que terá investimento do governo federal, no valor de R$ 368 milhões, é a de dragagem de toda a extensão do porto. “Já tem consórcio contratado que está estudando como fazer o trabalho. O porto, que hoje tem 14 metros de profundidade, passará a ter 18 na parte externa e 16 metros na área interna. Poderemos receber navios de maior porte, incidindo na redução do frete e na vantagem competitiva para quem opera no Rio Grande”, diz. Nos primeiros dez meses do ano, o porto exportou 10,9 milhões de t de soja e milho.

Santos. Entre 1999 e junho de 2015, o Porto de Santos (SP) recebeu R$ 703,7 milhões de recursos do Tesouro, sendo que 88,9% desse montante foi liberado a partir de 2007, quando se instituiu a Secretaria de Portos. Em relação aos investimentos privados, a partir da transferência das operações portuárias em Santos para o setor privado, foram investidos cerca de R$ 5 bilhões. O terminal portuário de Santos é líder nacional em volume de exportação de soja e milho. Levantamento da Anec aponta que até outubro foram embarcados 22,7 milhões de toneladas. Segundo a Companhia Docas do Estado de SP, a movimentação de cargas via Santos avançou 10,4% em outubro, na comparação com o mesmo mês de 2014, com 11,31 milhões de t, principalmente por causa do avanço das exportações de milho. No acumulado de janeiro a outubro, o porto movimentou 99,96 milhões de t, ou 3,5 milhões de t mais do que em igual período de 2014. O diretor da Codesp, Alex Oliva, acredita que Santos registrará novo recorde anual, superando o de 2013, de 114 milhões de t. / M.A.

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