Termos do resgate ao Chipre não serão muito severos--ministro

O Chipre informou nesta quarta-feira que seria prematuro especular sobre as condições atreladas ao pedido de resgate aos parceiros da União Europeia (UE), mas não acredita que elas serão particularmente severas.

REUTERS

27 de junho de 2012 | 08h59

A pequena ilha do Mediterrâneo tornou-se, na segunda-feira, o quinto país da zona do euro a buscar financiamento de emergência na Europa, com um resgate que pode alcançar mais da metade de sua economia.

Autoridades da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu (BCE) irão ao Chipre na próxima semana para começar a determinar a quantia que Nicósia precisará.

"Seria prematuro especificar quais serão as condições (do resgate)", disse o ministro das Finanças do país, Vassos Shiarly, a uma rádio estatal. "Eu acredito que o que vamos discutir e concluir não será tão doloroso como alguns podem pensar."

O Chipre precisa cobrir 1,8 bilhão de euros de déficit de capital regulatório em seu segundo maior credor, o Banco Popular do Chipre, até 30 de junho. O sistema bancário cipriota tem sido fortemente afetado por reduções de valor dos títulos soberanos da Grécia, parte do pacote de resgate a Atenas para deixar a dívida do país mais sustentável.

O montante de 1,8 bilhão de euros é equivalente a 10 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) do Chipre, de 17,3 bilhões de euros, e duas fontes da zona do euro disseram na terça-feira que a quantia potencial de resgate para o país é de 10 bilhões de euros.

O governo diz que nenhum valor foi discutido.

(Reportagem de Michele Kambas)

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