Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Tesouro adota plano de financiamento cauteloso frente à crise

Tesouro Nacional lança Plano Anual de Financiamento nesta quinta com metas menos ambiciosas para este ano

Reuters,

29 de janeiro de 2009 | 08h46

O Tesouro Nacional resolveu adotar uma postura mais cautelosa, diante do cenário ainda conturbado dos mercados financeiros, e estabeleceu metas menos ambiciosas para seu Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2009, divulgado nesta quinta-feira, 29.   Veja também: De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise     Mas por outro lado, a necessidade de financiamento do governo federal este ano será a menor desde 2005, o que dará maior flexibilidade para o Tesouro administrar o endividamento do governo.   A prudência do Tesouro na gestão da dívida pública já foi sentida no final do ano passado, quando o órgão foi forçado a mudar algumas das metas do plano de financiamento de 2008, após o agravamento da crise internacional.   Um dos exemplos claros do tom menos ambicioso adotado pelo Tesouro este ano foi a meta fixada para a parcela de títulos prefixados dentro da dívida, papéis que são considerados melhores em termos de gestão da dívida, uma vez que o Tesouro sabe quanto terá que pagar aos detentores dos papéis já no ato de emissão.   De acordo com o plano, a expectativa é que estes títulos representem entre 24% e 31% do total do endividamento federal, que poderá chegar a até R$ 1,6 trilhão. Em 2008, os títulos prefixados somaram o equivalente a 29,9% do total da dívida de R$ 1,397 trilhão, levemente acima do piso da meta revisada pelo Tesouro.   Por outro lado, a meta para os títulos com correção atrelada à taxa básica de juro foi elevada em relação ao traçado em 2008. A meta fixada pelo Tesouro para 2009 é de algo entre 32% e 38% do total, contra 31% e 34% na revisão de 2008. Os papéis pós-fixados somaram o equivalente a 32,4% do endividamento total do ano passado.   Já a dívida cambial estourou o limite da meta de 2008 em 0,7 ponto porcentual, representando 9,7% do endividamento total. Para este ano, a meta deste segmento foi fixada entre 7% e 11%.   Necessidade de financiamento   Em nota, o Tesouro disse que o objetivo do governo em termos de gestão da dívida é "minimizar os custos de financiamento no longo prazo, respeitando-se a manutenção de níveis prudentes de risco".   A necessidade de financiamento para 2009 é de R$ 379,7 bilhões, sendo que deste total R$ 301,1 bilhões correspondem ao pagamento de principal e R$ 78,6 bilhões ao pagamento de juros.   Olhando apenas a dívida externa, o Tesouro reafirmou que manterá sua "estratégia de emissões qualitativas", sem portanto, especificar os montantes que pretende captar.   A necessidade de financiamento externo para 2009 é equivalente a R$ 16,1 bilhões, mas o governo já adquiriu mais de 50% dos recursos em moeda estrangeira para o pagamento de principal e juros da dívida externa.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.