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José Franco de Morais está de saída do Tesouro Nacional para assumir cargo no Banco Mundial. Marcelo Camargo/Agência Brasil

Tesouro anuncia dança das cadeiras na equipe após saída de Funchal da presidência

Deixa também o órgão o subsecretário de Dívida Pública José Franco de Morais, que vai para o Banco Mundial; Otávio Ladeira assume seu lugar

Idiana Tomazelli e Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2021 | 19h47

BRASÍLIA - O Tesouro Nacional anunciou nesta quinta-feira, 29, mudanças internas em sua equipe. O atual secretário-adjunto do órgão, Otávio Ladeira, vai assumir a Subsecretaria da Dívida Pública no lugar de José Franco de Morais, que está deixando o posto para assumir o cargo de especialista em Dívida Sênior no Banco Mundial.

As alterações foram anunciadas hoje pelo secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, que também está de saída do cargo. Ele deve assumir em breve a Secretaria Especial de Fazenda, órgão que, na hierarquia do Ministério da Economia, está acima do Tesouro.

O sucessor de Funchal será Jeferson Bittencourt, hoje assessor do ministro Paulo Guedes para assuntos junto ao Congresso Nacional. As trocas de Funchal e Bittencourt já haviam sido anunciadas na terça, 27. “Tenho certeza que Jefferson Bittencourt vai tocar muito bem o Tesouro Nacional”, disse Funchal hoje.

A Subsecretaria da Dívida Pública, que Ladeira vai comandar, é a área responsável pela gestão e estratégia da dívida pública brasileira e pelo relacionamento com investidores.

Ladeira é mestre em Economia pela Universidade de Brasília (UnB), além de MBA Executivo em Finanças pelo Ibmec. É servidor do Tesouro desde 1994 e já exerceu diferentes cargos dentro do Tesouro Nacional, inclusive como secretário, entre dezembro de 2015 e maio de 2016. Também atuou como consultor do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI) em missões do organismo a outros países.

Franco é funcionário de carreira do Tesouro Nacional desde 2001, foi chefe da mesa de operações durante cinco anos e exerce a função de Subsecretário da Dívida Pública desde 2015. Ele participou como consultor em diferentes missões do FMI em países emergentes e de baixa renda. Possui doutorado em Economia pela UnB e é professor de macroeconomia e finanças.

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Secretário do Tesouro diz que cortar gastos obrigatórios foi problema original do Orçamento

Ala política articula junto ao Congresso a recomposição de R$ 2,5 bilhões que foram cortados de investimentos e ações que são vitrine no Orçamento de 2021; tema foi discutido entre presidente Jair Bolsonaro e alguns ministros, sem Guedes

Idiana Tomazelli e Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2021 | 17h16

BRASÍLIA - Em meio à articulação da ala política do governo para cortar despesas obrigatórias e recompor investimentos que foram vetados do Orçamento de 2021, o secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, disse nesta quinta-feira, 29, que cortar despesas obrigatórias para impulsionar discricionárias (que são gastos opcionais e incluem as obras) “foi justamente o problema original”. Ele defendeu “seguir exatamente o planejado” e avaliar as despesas ao longo do ano.

Como mostrou o Estadão/Broadcast, a ala política do governo articula junto ao Congresso Nacional a recomposição de cerca de R$ 2,5 bilhões que foram cortados de investimentos e ações que são vitrine no Orçamento de 2021. A manobra seria feita por meio de um novo corte em despesas obrigatórias no projeto de lei enviado pelo próprio governo para desfazer a “maquiagem” feita nesses gastos pelos parlamentares.

O tema foi discutido em um café da manhã na quarta-feira, 28, no Palácio do Alvorada entre o presidente Jair Bolsonaro e alguns ministros da ala política. O compromisso não consta na agenda oficial da Presidência.

Depois de bater o pé em defesa do ajuste no Orçamento, que resultou no corte de R$ 29 bilhões entre vetos e bloqueios, o ministro da Economia, Paulo Guedes, foi deixado de fora do encontro.

“Cortar obrigatória para recompor investimento foi justamente problema original”, disse Funchal, quando questionado em entrevista coletiva sobre a manobra. Ele lembrou que R$ 9,3 bilhões em despesas do Orçamento estão bloqueados e podem ser liberados, caso a projeção de gastos obrigatórios caia ao longo do ano.

Os recursos bloqueados, porém, não contemplam algumas ações que foram totalmente vetadas, como o dinheiro para a continuidade da construção de casas do programa habitacional Casa Verde e Amarela – uma das principais vitrines do governo no Nordeste.

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