Tesouro cancela leilão de títulos prefixados

O governo acredita que as medidas adotadas na semana passada pelo Tesouro Nacional foram suficientes para evitar que a volatilidade dos títulos públicos com rentabilidade pós-fixada levasse a indústria de fundos de investimento (FIFs) a enfrentar uma nova crise. Esta semana, no entanto, os técnicos do Tesouro estão preocupados com os títulos públicos com rentabilidade prefixada. Com a piora do cenário hoje, marcada pela queda expressiva da Bolsa de Valores de São Paulo e pela alta do dólar, o Tesouro resolveu cancelar o tradicional leilão de venda de títulos das terças-feiras.Na semana passada, a venda foi frustrada porque o Tesouro não aceitou pagar o preço pedido pelos bancos. Para evitar situação semelhante, o governo resolveu cancelar o leilão desta terça. Na semana passada, o Tesouro decidiu fazer três leilões de recompra de papéis pós-fixados. Essa estratégia foi considerada suficiente pelo governo para estancar os prejuízos dos fundos que estavam com um grande número de títulos longos em seu poder.Os fundos são obrigados, diariamente, a contabilizar os papéis que têm em carteira com base no valor de mercado. Em momentos de crise, quando os investidores perdem a confiança em relação ao futuro, eles passam a exigir prêmios mais elevados para ficar com os títulos. Isso provoca perdas e reduz o valor das cotas dos FIFs, dando prejuízo aos aplicadores.No caso dos títulos prefixados, o governo enfrenta dois problemas. Esse papel é fundamental para que o Tesouro melhore o perfil do endividamento público. Isso porque esses títulos dão maior previsibilidade ao governo, uma vez que no momento de venda o Tesouro já sabe exatamente quanto terá de pagar no vencimento.

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