Tesouro capta R$ 3,4 bilhões na 1ª emissão em reais

A captação de recursos no exterior com a emissão de títulos brasileiros cotados em reais pelo governo brasileiro atingiu US$ 1,5 bilhão, equivalente a R$ 3,4 bilhões. Os números ainda não são oficiais, mas foram confirmados pela repórter Cynthia Decloedt junto a fontes de mercado. A expectativa inicial era de que a captação chegasse a US$ 500 milhões. Ou seja, se confirmados estes números, a demanda do mercado foi maior do que o previsto. Esta operação, que é a primeira com títulos cotados em reais, foi anunciada na semana passada e teve início nesta segunda-feira. Os papéis têm vencimento em 2016. Para a operação, o Tesouro escolheu os bancos JP Morgan e Goldman Sachs. A oferta brasileira é vista pelo governo e pelo mercado como um importante teste para medir a confiança dos investidores no futuro da economia, apesar da crise política que abala o País há quatro meses. O Brasil tem interesse nesse tipo de operação, porque reduz o risco cambial da dívida externa, já que numa emissão em moeda local o risco passa ser atrelado às condições da economia nacional. Uma operação do governo também servirá de referência (benchmark) na fixação de custos ou prazos para lançamentos semelhantes de empresas brasileiras. No fim do ano passado, os bancos Votorantim e Banco do Brasil fizeram as primeiras captações externas em reais. Apesar dos lançamentos bem-sucedidos, analistas observaram que faltava uma captação soberana (do governo) para balizar outras iniciativas privadas.

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