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Tesouro continuará com leilões extraordinários de títulos na próxima semana

O subsecretário da Dívida Pública, José Franco Morais, afirmou que Tesouro continuará com leilões diários de recompra e venda de títulos públicos na próxima semana

Idiana Tomazelli e Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

08 Junho 2018 | 16h58

O subsecretário da Dívida Pública, José Franco Morais, disse que o Tesouro Nacional continuará fazendo leilões extraordinários diários de recompra e venda de títulos públicos na próxima semana. Até o fim de junho, o programa de leilões extraordinários de recompra líquida continuará, mas, na próxima sexta-feira, será reavaliada a necessidade de que eles sejam diários. "Podemos estender programa  além de junho se for necessário", afirmou. Na semana que vem, continuam cancelados os leilões tradicionais de venda de títulos.

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Franco disse ainda que o Tesouro continuará agindo enquanto a volatilidade do mercado durar. "O caixa da dívida é bastante confortável, temos tranquilidade de permanecer o tempo que for sem leilões de venda e com os leilões de recompra líquida", acrescentou Franco. "Se cenário permanecer durante todo o ano, poderíamos fazer mudança mais radical nas emissões".

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O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, disse ainda que, se necessário, os leilões de recompra poderão ser maiores do que o patamar de R$ 1,5 bilhão que vem sendo praticado. A avaliação, no entanto, é que isso não é necessário por enquanto. "Estamos constantemente monitorando as condições de mercado, e os volumes serão definidos antes da abertura do mercado", completou Franco.

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Franco acrescentou, no entanto, que, mesmo com o colchão da dívida suficiente para cobrir até nove meses de vencimentos, é "impensável" uma situação em que o Tesouro não faça mais emissões. "Tem uma  parcela do mercado insistindo para que Tesouro volte a emitir títulos", afirmou. 

Apesar da mudança na estratégia do Tesouro, Franco disse que a expectativa do Tesouro é de respeitar os intervalos estabelecidos no Programa Anual de Financiamento (PAF), mas disse que, se for necessário alterá-lo, isso será feito "sem problema algum".É o PAF tem que sempre que se adequar às condições de mercado, não o contrário", acrescentou.

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A ideia do órgão é dar maior previsibilidade à realização dos leilões, que vinham sendo anunciados com três dias de antecedência. "Previsibilidade nas ações do Tesouro Nacional reduzem incertezas e volatilidade", completou.

Ele acrescentou que, desde ontem, o Tesouro Nacional está divulgando a demanda relativa aos leilões extraordinários para dar maior transparência, o que ajuda o mercado a precificar melhor os ativos. 

Desde o início do programa de recompra, em 28 de maio, o Tesouro Nacional recomprou R$ 4,3 bilhões em títulos em nove leilões. Nos últimos dois leilões, quando foram feitas ofertas de venda, o Tesouro.

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