Tesouro: custo médio da dívida sobe para 11,52% ao ano

O custo médio da Dívida Pública Federal (DPF) nos últimos 12 meses subiu de 11,46% ao ano no período encerrado em março para 11,52% ao ano no período terminado em abril. O custo médio da Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) em 12 meses também subiu no mesmo período, de 11,03% para 11,13% ao ano. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 27, pelo Tesouro Nacional.

LAÍS ALEGRETTI E RENATA VERÍSSIMO, Agencia Estado

27 de maio de 2014 | 15h25

O prazo médio da DPF subiu de 4,40 anos em março para 4,51 anos em abril. A parcela da DPF a vencer em 12 meses atingiu 24,98% do total do estoque no mês passado, ante 25,52% em março.

Composição

A participação dos títulos atrelados à Selic, à inflação e prefixados ficaram no mês de abril fora das metas estabelecidas para a DPF. A parcela de títulos atrelados à inflação subiu de 36,32% do total da DPF em março para 37,52% em abril, o que deixou o resultado fora da banda estabelecida pelo Plano Anual de Financiamento (PAF), que varia de 33% a 37%.

A parcela de títulos atrelados à taxa Selic (taxa flutuante) subiu de 18,59% em março para 19,43% do total da DPF em abril. O resultado também ficou acima da banda do PAF, que vai de 14% a 19%.

A participação de títulos prefixados caiu de 40,85% para 38,66%, o que deixou o resultado abaixo da banda do PAF, que vai de 40% a 44%.

O total de papéis corrigidos pela taxa de câmbio subiu de 4,24% para 1,39% do total da DPF. Foi o único que permaneceu dentro da meta, cuja banda vai de 3% a 5%.

Estoque

No acumulado dos primeiros quatro meses de 2014, a DPF registrou uma queda de 3,31% (R$ 70,245 bilhões) em relação ao estoque no fim de 2013. Segundo os dados do Tesouro Nacional, de janeiro a abril houve um resgate líquido de R$ 143,715 bilhões e uma apropriação de juros de R$ 74,296 bilhões. Dessa forma, o estoque da DPF, que ao final de dezembro de 2013 era de R$ 2,122 trilhões, caiu a R$ 2,052 trilhões no mês passado.

Em abril, o Tesouro Nacional fez um resgate líquido de R$ 47,605 bilhões, o que possibilitou uma redução de R$ 28,047 bilhões (-1,35%) no estoque da dívida. Isso porque a apropriação de juros no mês foi menor que os resgates líquidos, somando R$ 19,557 bilhões. O Tesouro fez emissões em abril no valor de R$ 45,877 bilhões e resgatou R$ 93,483 bilhões.

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