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'Tesouro Direto continua a ser indicado para longo prazo'

Apesar da recompra de títulos agora ser diária, especialista recomenda que o investidor não se desfaça do papel antes do vencimento

Entrevista com

Fábio Colombo, administrador de investimentos

YOLANDA FORDELONE, O Estado de S.Paulo

11 de março de 2015 | 02h03

As mudanças no Tesouro Direto facilitam o entendimento dos títulos públicos e saída da aplicação, mas nem por isso é indicado que a pessoa física venda o papel antes do vencimento, segundo o administrador de carteiras Fabio Colombo. O Tesouro Direto continua a ser indicado para o longo prazo. A seguir, a entrevista.

O que muda com a recompra diária?

A medida ajuda na liquidez. O investidor não precisa mais esperar um determinado dia para devolver o título. Se ele tem um imprevisto, ele vai ter mais opções para resgatar.

A mudança deve atrair mais pessoas ao Tesouro?

É óbvio que, quanto mais opções você oferece, melhor é, mas não vejo o pequeno investidor entrando no Tesouro para sair na semana seguinte. Não acho que a recompra diária seja um fator decisivo para que se aplique em títulos. O dinheiro do Tesouro Direto tem de ser para uma poupança futura, um projeto de longo prazo.

Continua a recomendação de manter o título até o vencimento?

Os títulos públicos têm prazos longos. A não ser a LFT , que é um papel que segue a Selic e oscila pouco, nos outros títulos qualquer oscilação na taxa de juros pode causar uma mudança muito grande no valor do dia. Como as taxas de juros estão oscilando muito, você pode ganhar ou perder muito. A reserva para gastar em emergências e no dia a dia tem de estar na LFT, em fundos DI ou na poupança.

A simplificação dos nomes foi benéfica?

É melhor ler Tesouro Prefixado do que LTN, mas isso não vai resolver todos os problemas de acessibilidade ao investimento. A mudança dos nomes ajuda, mas o investidor tem de ter facilidade com internet, computador.

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