Fábio Motta/Estadão
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Tesouro Direto registra recorde de investidores cadastrados em julho

Tesouro Direto somou 15.905 cadastros, um aumento de 138,4% ante julho do ano passado; com o acréscimo, programa totalizou 536.979 investidores cadastrados

Rachel Gamarski, O Estado de S. Paulo

21 de agosto de 2015 | 20h02

BRASÍLIA - Com a caderneta de poupança rendendo pouco e o mercado acionário volátil, o Tesouro Direto voltou a registrar forte procura em julho. O Tesouro Nacional informou nesta sexta-feira que bateu o recorde, em julho, de investidores cadastrados em um mês no programa Tesouro Direto ao somar 15.905 cadastros, um aumento de 138,4% ante julho do ano passado. Com o acréscimo, o Tesouro totalizou 536.979 investidores cadastrados no programa.

O volume total vendido em julho chegou a R$ 1,212 bilhão e as vendas líquidas, excluídos os resgates, totalizaram R$ 922,9 milhões. Segundo o Tesouro, os valores representam a segunda melhor marca da história do programa. A secretaria informou ainda que os títulos do Tesouro Direto mais procurados pelos investidores foram os indexados ao IPCA, com uma participação de 57,7%. Os títulos atrelados à Selic corresponderam a 32,5% e os prefixados a 9,8% do total. O Tesouro avaliou o resultado como bom. 

Os títulos com vencimento entre 5 e 10 anos corresponderam a 48,6% em julho. As vendas de títulos com prazo entre 1 e 5 anos representam 38,9% do total. Já os papéis com vencimento acima de 10 anos, correspondem a 12,5%.

O Tesouro destacou ainda que a presença considerável dos pequenos investidores com vendas até R$ 5 mil, que correspondeu a 66,2%. Segundo nota divulgada pelo Tesouro, o valor médio das operações foi de R$ 12 mil no mês passado. 

O estoque registrou aumento, alcançando o montante de R$ 12,47 bilhões, uma alta de 6,1% em relação ao mês anterior e 41,8% ante julho de 2014. Segundo o Tesouro, os papéis remunerados pelo índice de preço respondem por 60,6% do estoque. Em seguida, vêm os títulos prefixados, com participação de 21,1% e, por último, os títulos indexados à taxa Selic, com 18,3%. Do estoque, 47,1% dos papéis vencem entre 1 e 5 anos. Os títulos com prazo entre 5 e 10 anos são responsáveis por 33,3% e os com mais de 10 anos, a 16,1%. Apenas 3,5% dos títulos vencem em até 1 ano. 

O Tesouro ressaltou a participação dos investidores. Segundo a secretaria, o número de investidores ativos bateu recorde com a marca de 11.410 e um crescimento de 342,6% ante julho de 2014. Também foi registrado um recorde no número de operações de vendas de títulos em um mês, com um crescimento de 22,9% em relação ao mês anterior e de 183,9% ante o mesmo período do ano passado. Foram registradas 98.712 operações em julho.

Poupança em baixa. Com o atual ciclo de alta dos juros básicos e do dólar, outros investimentos têm se tornado mais atrativos. Com isso, a caderneta de poupança perde o brilho. Até porque, há três anos a forma de remuneração da aplicação mudou.

Pela regra de maio de 2012, sempre que a taxa básica de juros, a Selic, for igual ou menor que 8,5% ao ano, o rendimento passa a ser 70% da Selic mais a Taxa Referencial (TR). Atualmente, a taxa básica está em 14,25% ao ano. Quando o juro sobe a partir de 8,75% ao ano passa a valer a regra antiga de remuneração fixa de 0,5% ao mês mais a TR.

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