Tesouro diz que acordo com FMI manterá aperto fiscal

O secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, afirmou hoje que um novo acordo com o FMI é um ingrediente para o crescimento da economia, mas deu a entender que, se for assinado, o aperto fiscal será mantido. Ele disse que um superávit de 3,5% e 3,75% do PIB não é confortável. O superávit no atual acordo, assinado na gestão de Fernando Henrique Cardoso, era de 3,75%, mas foi aumentado para 4,25% por decisão do governo LulaSegundo o secretário do Tesouro, o Brasil não precisa de um acordo com números estratosféricos. "Não precisa ser muito grande", disse, sobre as notícias de que a ajuda seria de até US$ 20 bilhões. "O acordo é preventivo; botar uma pilha enorme de dinheiro não faz sentido", afirmou. Ele garantiu que o governo não discutiu com o FMI números.

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