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Tesouro dos EUA anuncia resgate a bancos; Senado aprova pacote

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos divulgou nesta terça-feira um plano de resgate para retirar até 500 bilhões de dólares em ativos podres dos balanços dos bancos, enquanto o Senado aprovou uma proposta para o pacote de estímulo econômico que visa combater a pior recessão do país em 70 anos. O secretário do Tesouro, Timothy Geithner, afirmou que o resgate aos bancos inclui a criação de um fundo público-privado para ajudar a sanear os balanços das instituições e fazer com que elas voltem a emprestar recursos. "Nós vamos insistir até resolvermos isso", disse Geithner, após o anúncio do plano, na CNBC. "Vai levar muito tempo para resolver." O Federal Reserve também vai ampliar 1 trilhão de dólares em novos empréstimos como parte do plano, em mais um de seus programas de intervenção que o chairman Ben Bernanke afirmou ter aliviado as pressões sobre o debilitado setor bancário. Esse novo plano é uma revisão do amplamente criticado pacote de resgate a bancos de 700 bilhões de dólares do ano passado, que Geithner reconheceu ter sido considerado injusto e ineficiente. Em Wall Street, no entanto, não houve sinal de alívio. Os índices Dow Jones e S&P 500 despencavam mais de 4 por cento. "Os políticos têm mais crença neste plano que os mercados e no fim do dia, o único voto que vai contar realmente será o dos mercados", disse Peter Kenny, diretor administrativo na Knight Equity Markets em Nova Jersey. O Senado aprovou a proposta de um pacote de 838 bilhões de dólares por 61 votos a 37. Mas ele precisa ser compatibilizado com uma versão de 819 bilhões de dólares aprovada pela Câmara há duas semana, antes de ser sancionado pelo presidente Barack Obama. Obama quer a proposta final em sua mesa até o fim de semana, mas o líder da maioria da Câmara, Steny Hoyer, disse que as negociações podem se estender até a metade da próxima semana. Tanto o pacote anunciado pelo Tesouro quanto o em discussão no Congresso fazem parte das medidas de combate da administração Obama ao aprofundamento da crise econômica e financeira, que golpeou os preços dos ativos norte-americanos, reduziu drasticamente os empréstimos e cortou mais de 3 milhões de empregos desde seu início em 2008.

STEVEN C. JOHNSON E JOHN O'CALLAGHAN, REUTERS

10 de fevereiro de 2009 | 18h16

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