Tesouro dos EUA conterá liberação dos US$ 700 bi até janeiro

Em entrevista ao 'WSJ', Paulson afirma que manterá dinheiro em reserva para a próxima administração

Suzi Katzumata, da Agência Estado,

18 de novembro de 2008 | 09h56

O secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, disse que é improvável que use o restante dos US$ 700 bilhões do fundo de socorro para lançar qualquer novo programa substancial. Ele afirmou que prefere manter algum dinheiro em reserva, para preservar a flexibilidade para a próxima administração. Em uma entrevista, Paulson disse que está pensando sobre como os demais US$ 410 bilhões podem ser melhor utilizados, mas que não tem planos para usá-los a menos que apareça alguma necessidade, segundo informa o Wall Street Journal.  Veja também:De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise  "Vou fazer o que for preciso para manter o sistema forte, mas não buscarei novas coisas a menos que sejam necessárias, a menos que façam muito senso", disse Paulson. "Eu quero preservar o poder de fogo, a flexibilidade que temos agora e que aqueles que virão depois de nós terão." Isso significa que muitas das grandes decisões sobre como usar o fundo, especialmente com relação aos espinhosos problemas, tais como as execuções de hipotecas, serão mantidas para a administração do presidente eleito Barack Obama, que só toma posse em janeiro. O Congresso aprovou um pacote de US$ 700 bilhões em outubro, sendo que US$ 350 bilhões ficaram disponíveis imediatamente. A segunda parte seria liberada após pedido por escrito ao Congresso, que tem 15 dias para rejeitá-lo. Paulson vai depor no Congresso dos EUA nesta terça-feira e provavelmente vai enfrentar uma série de perguntas sobre o uso do fundo de socorro pelo Tesouro, incluindo seu plano para não comprar empréstimos poderes e outros ativos problemáticos para priorizar a injeção de capital em bancos. O secretário planeja dizer ao Congresso que o Tesouro não pode seguir com seu plano original porque, depois de investir nos bancos, não terá dinheiro suficiente para obter um impacto significativo. Ele também planeja dizer aos congressistas que acredita que o importante é manter à mão o restante dos fundos do Tarp para manter a flexibilidade em caso de emergência. As informações são da Dow Jones.

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