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Tesouro dos EUA pode anunciar plano para consumidores

Segundo o 'WSJ', programa pretende facilitar a tomada de empréstimos; governo contribuiria com até US$ 100 bi

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

25 de novembro de 2008 | 08h46

O secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, deve anunciar nesta terça-feira, 25, a criação de um novo programa para aumentar a viabilidade dos empréstimos aos consumidores para aquisição de automóveis, aos estudantes e dos empréstimos concedidos via cartão de crédito, disseram pessoas próximas à questão ao The Wall Street Journal. O Tesouro e o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) estariam trabalhando há duas semanas nos detalhes de tal plano.  Veja também:Reino Unido lança novo pacote anticrise de US$ 30 bilhõesEUA vão injetar US$ 20 bilhões para salvar o CitigroupDe olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise  Segundo a agência Dow Jones, Paulson agendou uma entrevista com a imprensa às 13 horas (de Brasília), para atualizar sobre o andamento do Programa de Alívio de Ativos Problemáticos (Tarp). A linha de empréstimo do novo programa, que seria administrada pelo Fed, deve oferecer empréstimos aos investidores que queiram adquirir ações lastreadas por cartões de crédito, por créditos gerados para compra de automóveis e para estudantes. O Tesouro contribuiria com US$ 25 bilhões a US$ 100 bilhões, retirados dos US$ 700 bilhões do Tarp. O programa pretende facilitar a tomada de empréstimo pelos consumidores. A preocupação das autoridades do governo, incluindo Paulson, com o estreitamento do mercado de crédito aumentou, diante das implicações potenciais sobre a disponibilidade de crédito aos cidadãos.  Embora o foco inicial seja o empréstimo ao consumidor, a linha poderia eventualmente ser expandida para cobrir todos os tipos de ativos, incluindo hipotecas. O Tesouro inicialmente pretendia utilizar seus US$ 700 bilhões para comprar estes tipos de ativos, mas mudou a direção de seus planos nas duas últimas semanas, decidindo, ao contrário, injetar recursos diretamente nos bancos e em outras instituições financeiras. O Tesouro lançou um programa de US$ 250 bilhões para investir em bancos. O governo esperava que os bancos passassem tais recursos adiante, mas o resultado não foi o esperado. O Tesouro tenta encontrar agora maneiras de dar impulso ao mercado de crédito.  Ao mesmo tempo, muitas instituições financeiras ainda enfrentam dificuldades com empréstimos duvidosos e outros ativos que entraram em colapso e os quais pretendiam vender ao governo por meio do programa Tarp. As informações são da Dow Jones.

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