Tesouro dos EUA vai comprar ações de bancos, diz 'WSJ'

Segundo o jornal, governo vai adquirir US$ 250 bi em participação acionária em milhares de instituições

Renato Martins, da Agência Estado,

13 de outubro de 2008 | 18h41

O governo dos EUA deverá anunciar nesta terça-feira um programa com o objetivo de restaurar a confiança no sistema bancário norte-americano, com linhas semelhantes às dos planos anunciados por governos europeus, segundo o Wall Street Journal. O programa teria sido discutido na tarde desta segunda em uma reunião entre o secretário do Tesouro, Henry Paulson, e representantes de grandes bancos. O ponto central do programa é a compra, pelo Tesouro, de cerca de US$ 250 bilhões em participação acionária em centenas ou talvez milhares de bancos norte-americanos, usando recursos do pacote de US$ 700 bilhões aprovado recentemente pelo Congresso.  Veja também:Dólar segue otimismo com plano europeu e afunda quase 8%Em meio à crise, empresas têm que pagar US$ 15 bi ao exteriorEuropa vai garantir dívidas bancárias por até 5 anosReino Unido vai resgatar seus 4 maiores bancos, diz jornal Como o mundo reage à crise  Confira as medidas já anunciadas pelo BC contra a criseEntenda a disparada do dólar e seus efeitosEspecialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira    Fontes disseram ao Wall Street Journal que a iniciativa deverá ser maior do que vários dos planos anunciados anteriormente; elas foram formuladas pelo Departamento do Tesouro, pelo Federal Reserve e pela Corporação Federal de Seguro de Depósitos (FDIC). Segundo o jornal, o governo planeja comprar ações preferenciais de nove grandes bancos.  Além disso, a FDIC deverá ampliar temporariamente as garantias para todos os depósitos bancários que não rendam juros, para além do limite de US$ 250 milhões por depositante aprovado há duas semanas pelo Congresso. Essa medida deve alinhar a política dos EUA à dos países europeus, que na última semana anunciaram garantias amplas para evitar que os clientes retirem grandes somas das instituições financeiras. A FDIC também deverá estender, por três anos, suas garantias para novos títulos de dívida sênior preferencial emitida por bancos e caixas de poupança. Outras medidas ainda em estudos poderão incluir garantias temporárias para créditos, com o objetivo de ajudar os bancos a obterem empréstimos para financiar suas operações no dia a dia. As informações são da Dow Jones.

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