Covid-19

Bill Gates tem um plano para levar a cura do coronavírus ao mundo todo

Tesouro e Fed pedem autonomia para liquidar instituições não bancárias

O governo americano quer mais poder para intervir em instituições financeiras não bancárias à beira do colapso. Timothy Geithner, secretário do Tesouro, e Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), disseram ontem em raro testemunho conjunto ao Congresso que o governo do presidente Barack Obama precisa ampliar mecanismos para assumir e desativar essas instituições. As duas mais altas autoridades econômicas dos Estados Unidos foram chamadas ao Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes para explicar a intervenção, em setembro de 2008, na seguradora American International Group (AIG), que culminou no pagamento de bonificações milionárias a executivos no mês passado, o que chocou a opinião pública. Mas eles aproveitaram a ocasião para sensibilizar o Congresso para a necessidade de leis que garantam mais autonomia ao Estado."Como vimos no caso da AIG, quando entra em colapso, num sistema interligado, instituições financeiras não bancárias podem representar tantos riscos sistêmicos como os bancos", argumentou Geithner. "A administração propõe uma legislação para dar ao governo dos EUA o mesmo conjunto básico de ferramentas para fazer face às dificuldades financeiras não bancárias, tal como existe no contexto bancário."Segundo Geithner, o Estado deve ser o responsável pela limpeza dos ativos podres e venda dos ativos confiáveis dessas empresas. Para fazer as intervenções, a ideia é que se crie um órgão, nos moldes da Federal Deposit Insurance Corp (FDIC), a agência que garante os depósitos bancários. "Se uma agência federal tivesse esses instrumentos em 16 de setembro, eles poderiam ter sido usados para intervir na AIG", completou Bernanke . O presidente do Fed afirmou que, se o governo tivesse autoridade para assumir o controle da AIG, o país não teria visto executivos receberem os bônus de US$ 165 milhões. O presidente do Comitê, o democrata Barney Frank, lembrou às autoridades que a intervenção na AIG foi decidida pelo Executivo, sem consultar o Congresso. Barack Obama reforçou o pedido ao legisladores e disse esperar que "não demore muito para que o Congresso seja convencido" a aprovar tais medidas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.