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Tesouro faz menor emissão em 6 meses, estrangeiro recua

A participação dos estrangeiros na dívida interna voltou a cair em novembro, como resultado do aumento da taxação sobre as aplicações, e o Tesouro emitiu no mês o menor volume de títulos em seis meses, em meio ao aumento da volatilidade e das taxas cobradas pelo mercado.

ISABEL VERSIANI, REUTERS

20 de dezembro de 2010 | 17h00

As emissões em ofertas públicas, de 19,5 bilhões de reais, foram as mais baixas desde maio, quando haviam somado 13,4 bilhões de reais, mostraram números divulgados pelo Tesouro nesta segunda-feira.

Segundo o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Fernando Garrido, no mês passado, e também em dezembro, os investidores da dívida pública interna passaram a exigir rendimentos maiores no mercado secundário diante da expectativa do aumento da Selic no próximo ano.

Com um caixa "confortável" para poder rolar seus papéis e não sancionar taxas mais elevadas e dispersas, e com as metas para a dívida no ano já praticamente garantidas, o governo optou pelo conservadorismo, afirmou Garrido.

"O Tesouro tem a estratégia já tradicional de manter um volume confortável de caixa para poder, entre outras possibilidades, em momentos de maior volatilidade ou de elevação de taxas, ter uma atuação mais conservadora no que se refere a volume de emissões", afirmou a jornalistas.

Ainda que menores, as emissões de papéis superaram os resgates em 6,26 bilhões de reais em novembro, e o estoque total da dívida mobiliária interna cresceu no mês, em 1,43 por cento, para 1,575 bilhão de reais.

A dívida foi engordada, ainda, pela apropriação de juros, no valor de 15,94 bilhões de reais.

No mês, os estrangeiros mantiveram seu estoque de aplicação nos títulos da dívida interna estável em 155,3 bilhões de reais. Como o estoque total da dívida cresceu, a participação dos estrangeiros caiu pelo segundo mês consecutivo, para 10,03 por cento, contra 10,19 por cento em outubro.

Para Garrido, os não-residentes ainda vivem um momento de "parada técnica" para avaliar suas posições, após o governo ter triplicado a tributação (IOF) sobre suas aplicações em outubro, num esforço para reduzir a entrada de dólares no país e conter a valorização do real. Ele reiterou a expectativa de que, no médio prazo, investidores de mais longo prazo retornem ao país.

PERFIL

A parcela dos títulos prefixados da dívida interna, considerando também os contratos de swap cambial, aumentou para 37,36 por cento em novembro, ante 36,73 por cento no mês anterior.

A parcela dos papéis atrelados à Selic caiu para 33,08 por cento, frente a 33,32 por cento no mês anterior, enquanto os papéis corrigidos por índices de preços recuaram para 28,08 por cento, frente a 28,37 por cento.

A dívida pública federal total, incluindo também o estoque da dívida externa, aumentou 1,30 por cento no mês de novembro, a 1,666 trilhão de reais.

(Edição de Aluísio Alves)

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