Tesouro: gasto do governo não será vilão da inflação

O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, avaliou hoje que as despesas públicas não serão o "vilão" da inflação em 2008. "As despesas não serão (o vilão). Se serão apontadas como isso eu não posso dizer", afirmou o secretário, ao responder a uma pergunta sobre a preocupação do Banco Central assinalada na ata do Comitê de Política Monetária (Copom) com os impactos dos chamados "impulsos fiscais" (efeito dos gastos públicos sobre a economia) na inflação.Segundo Augustin, a alta da inflação que ocorre no Brasil neste momento é um fenômeno verificado no mundo inteiro que tem uma "especificidade" muito diferente das pressões inflacionárias ocorridas no passado no País. Ele acrescentou que a pressão de alta da inflação não se generalizou no Brasil e manifestou confiança de que esse risco não ocorrerá. "O caminho do crescimento vai continuar", afirmou.O secretário sinalizou que o governo poderá tomar novas medidas para conter a pressão de alta da inflação: "A inflação é um fenômeno importante, e o governo está atento para tomar as medidas necessárias para enfrentar a situação", disse. "O governo está atento ao conjunto das variáveis que influenciam a inflação."O secretário destacou que as despesas do governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) no primeiro trimestre apresentaram uma redução de 3,7% em relação à variação do Produto Interno Bruto (PIB) nominal do período. "Estão melhorando de qualidade, com o aumento dos investimentos. As contas públicas estão ajustadas", afirmou Augustin.

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