Tesouro: há expectativa de emissão líquida de títulos

O coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Fernando Garrido, afirmou nesta segunda-feira que o Tesouro Nacional tem a expectativa de registrar emissão líquida para a Dívida Pública Federal (DPF) de agosto a dezembro, dado o baixo vencimento de títulos neste período. De janeiro a julho, o Tesouro registrou resgate líquido de R$ 176,162 bilhões. "Esse volume alto já era previsto até julho", disse.

RENATA VERÍSSIMO E ADRIANA FERNANDES, Agencia Estado

26 de agosto de 2013 | 16h21

Garrido disse também que houve uma queda geral em julho na rentabilidade dos títulos públicos, medida pelo Índice de Mercado Anbima (IMA). A rentabilidade acumulada em 12 meses caiu de 5,4% em junho para 4,5% em julho. O IMA foi criado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) em parceria com o Tesouro para aferir a rentabilidade da carteira teórica formada por títulos públicos em circulação no mercado.

Dólar

Garrido afirmou que o aumento do dólar tem impacto pequeno na Dívida Pública Federal (DPF). De acordo com ele, mesmo com o aumento verificado em julho, o estoque da fatia da DPF atrelada ao câmbio permanece abaixo de 5%, dentro da meta prevista no Plano Anual de Financiamento (PAF). Em julho, o estoque subiu de 4,48% para 4,68% do total, o maior valor desde 4,11% agosto de 2005. Garrido ressaltou ainda que o aumento do dólar é positivo para o endividamento público, uma vez que o País é credor na moreda dos Estados Unidos por causa do volume das reservas internacionais - se a divisa sobe, a relação entre dívida líquida e Produto Interno Bruto (PIB) cai.

Estratégia de financiamento

Garrido afirmou ainda que a estratégia de financiamento da DPF já previa um resgate líquido de títulos ao longo do mês. Isso porque em julho venceram R$ 77,7 bilhões em títulos prefixados no mês. Ele não informou se o volume elevado de resgate líquido, de R$ 47,3 bilhões, era o previsto. Perguntado se esse volume alto estaria relacionado à crise no mercado, ele respondeu que não. Disse ainda que, em julho, houve uma melhora das condições, com emissões de títulos bastante favoráveis. "O volume de emissões foi bastante expressivo", afirmou.

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