Tesouro: IOF em renda fixa não afetou demanda

O coordenador-geral de operações da dívida pública do Tesouro Nacional, Guilherme Pedras, afirmou hoje que a cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para investimentos estrangeiros em títulos de renda fixa não afetou a demanda externa por papéis do governo. Segundo ele, o perfil dos investidores estrangeiros em títulos públicos é majoritariamente de longo prazo e, por isso, o impacto do IOF de 1,5% sobre essas operações é diluído ao longo do tempo e não reduziu a procura pelos papéis. "Do ponto de vista do investidor de longo prazo, ela (a medida) felizmente não surte um efeito ruim", disse Pedras. Ele disse que não tinha em mãos no momento a participação dos estrangeiros na dívida pública, mas afirmou não esperar que haja uma redução.Emissão líquidaGuilherme Pedras também afirmou hoje que a elevada emissão líquida de títulos em fevereiro, que somou R$ 27,3 bilhões, deveu-se ao baixo volume de vencimentos no mês. Além disso, ele lembra que em janeiro houve um resgate líquido de R$ 34,3 bilhões, por causa dos vencimentos de títulos prefixados, que tradicionalmente é compensado nos dois meses seguintes.Pedras diz que o volume de emissão líquida não teve por objetivo antecipar a rolagem da dívida no ano, que seria uma forma de o Tesouro se precaver de uma piora na crise externa, que viesse a afetar a demanda por papéis do governo. "Não vejo qualquer efeito da crise sobre isso", afirmou. Crise e IPCAO coordenador-geral de operações da dívida pública desvinculou o menor prazo médio de emissão de Notas do Tesouro Nacional - série B, títulos indexados ao Índice de Preços ao Consumidor (IPCA), da crise externa. Para ele, o fenômeno está mais relacionado ao menor volume emitido no mês, que, por sua vez, está associado ao menor volume de vencimentos. Em fevereiro, o prazo médio de emissão das NTN-B ficou em 68,2 meses, ante 78,6 meses em janeiro.

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