Tesouro: não houve queda de demanda externa com IOF

O coordenador da dívida pública do Tesouro Nacional, Guilherme Pedras, afirmou hoje que ainda não percebeu uma redução de demanda de papéis brasileiros por investidores estrangeiros em função da cobrança de 1,5% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre os títulos do Tesouro. "Como os investidores estrangeiros têm o perfil tipicamente de longo prazo, não percebemos uma redução de demanda por conta do IOF", afirmou em entrevista para comentar os dados para a dívida pública em março. O coordenador, no entanto, não soube informar a participação dos investidores estrangeiros no estoque da dívida no mês de março. Segundo ele, em fevereiro, os estrangeiros detinham 5,68% do estoque da dívida pública mobiliária federal interna (DPMFi, a dívida do governo em títulos). Houve uma elevação da participação dos investidores estrangeiros, que em janeiro representavam 4,96% do total. Emissão externaGuilherme Pedras afirmou também que o Tesouro mantém a intenção de fazer emissões externas neste ano, mas destacou que isso só ocorrerá se as condições forem favoráveis. "Se o Tesouro verificar que o mercado não oferece condições suficientes para o Tesouro acessar o mercado em condições favoráveis, não há por que haver uma emissão porque não há necessidade de financiamento externo", afirmou. Ele destacou ainda que neste ano, de qualquer forma, o Tesouro fará resgate líquido de dívida externa por causa do programa de recompra.

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