Tesouro nega plano de elevar taxação de investidor estrangeiro

O Tesouro Nacional não estudapromover uma nova elevação do Imposto sobre OperaçõesFinanceiras (IOF) incidente sobre investimentos estrangeiros emrenda fixa, afirmou nesta quarta-feira o secretário-adjuntoPaulo Valle. "Não há nenhum estudo no sentido de criar um novo impostoou de elevar o IOF para os estrangeiros", afirmou à Reuters portelefone, após participar de seminário em Londres. Ele acrescentou que o governo conta agora com medidas deestímulo ao exportador para melhorar o perfil das contasexternas brasileiras. Em março, o governo passou a taxar com alíquota de 1,5 porcento de IOF os investimentos feitos por não-residentes emtítulos de renda fixa para estancar a entrada de capital decurto prazo. Na última semana, o jornal "Folha de S.Paulo" noticiou queo governo estaria estudando uma nova elevação do tributo paracompensar o efeito do recente aumento de 0,50 ponto percentualda taxa básica de juros --que torna o país mais rentável parainvestidores externos. Durante seminário em Londres, Valle foi questionado por uminvestidor sobre o possível aumento do IOF e negou publicamentea hipótese. No evento, ele disse que o Tesouro continuará a reduzir suadívida externa por meio de recompras e também pretende emitirnovos títulos para melhorar a liquidez. "Em termos líquidos, pretendemos continuar o processo deredução da dívida externa", disse. "Não pretendemos levantarrecursos, mas vamos emitir novos bônus para gerenciamento dadívida." Valle acrescentou que o momento da próxima emissãodependerá das condições de mercado, mas que ocorrerá ainda esteano. O Brasil emitiu no exterior pela última vez em junho do anopassado, quando lançou 750 milhões de reais em papéisreferenciados em real com vencimento em 2028 . (Por Isabel Versiani, em Brasília, e Golnar Motevalli, emLondres)

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