Tesouro pode fazer nova emissão de dívida

Secretário diz que medida será tomada para melhorar perfil da dívida externa

Fabio Graner, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

17 de junho de 2009 | 00h00

O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, informou ontem que o órgão poderá fazer uma nova emissão de dívida externa este ano. Ponderou, entretanto, que isso ocorrerá no momento em que o Tesouro considerar adequado e com o objetivo de melhorar a qualidade do perfil da dívida externa. Segundo ele, a situação fiscal sólida da economia brasileira é um dos fatores que ajudam o País a sair da crise internacional melhor e mais rapidamente do que outros países. Há um reconhecimento internacional sobre a saúde fiscal da economia brasileira, disse, que permitiu que a dívida pública caísse no momento de maior turbulência, quando o real se desvalorizou, e também deu condições para que o governo implementasse políticas anticíclicas para ajudar na retomada da atividade econômica, reduzindo tributos de alguns setores que estavam em maior dificuldade. AUDIÊNCIA CURTAAugustin participou ontem de audiência pública na Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional, em sessão que contou com a presença de apenas três parlamentares e teve curta duração. Na reunião, ele apresentou dados mostrando que a meta de superávit primário foi cumprida com folga nos quatro primeiros meses do ano. Segundo o secretário, o governo não precisa lançar mão dos recursos do Fundo Soberano do Brasil (FSB) para o cumprimento da meta de superávit primário neste ano. De acordo com o secretário do Tesouro, a queda na taxa básica de juros para o nível de um dígito não muda a estratégia de gestão do Tesouro Nacional para a dívida pública. "Não há mudança no PAF (Plano Anual de Financiamento). Nós mantemos os limites previstos", afirmou, reconhecendo, no entanto, que a queda na Selic ajuda a reduzir o custo de financiamento do governo federal. FRASEArno AugustinSecretário do Tesouro"Não há mudança no PAF (Plano Anual de Financiamento). Nós mantemos os limites previstos. Mas a queda na Selic ajuda a reduzir o custo de financiamento"

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