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Tesouro pode pedir concordata da GM e Chrysler

Assessores do Tesouro procuraram bancos para discutir empréstimos para viabilizar a concordata

AGÊNCIAS INTERNACIONAIS, O Estadao de S.Paulo

24 de fevereiro de 2009 | 00h00

Assessores do Tesouro dos Estados Unidos estudam com seriedade a possibilidade de inclusão das montadoras General Motors (GM) e Chrysler sob a proteção da Lei de Falências, informou ontem o Wall Street Journal (WSJ).O governo americano considera que a opção de recorrer ao capítulo 11 da Lei de Falências, que permite a uma empresa em dificuldades reestruturar-se sem a pressão dos credores, "precisa ser seriamente considerada", destacou o jornal. "Todas as opções permanecem sobre a mesa", afirmou uma pessoa ligada ao caso.Segundo o WSJ, o Tesouro já iniciou negociações com várias instituições financeiras, entre elas o Citigroup e o JP Morgan, para obter crédito, mas os bancos se mostram reticentes. O valor necessário pode superar US$ 40 bilhões, o que seria o maior empréstimo nos EUA a uma empresa em concordata."Nesse cenário, uma parte do financiamento seria usada para reembolsar os US$ 17,4 bilhões emprestados pelo governo desde dezembro a Chrysler e GM", indicou o WSJ.Um funcionário graduado do Tesouro informou à agência Reuters que o debate sobre uma eventual concordata não é uma indicação dos planos do governo para as empresas, mas tem como objetivo garantir que todas as opções sejam consideradas apropriadamente.As discussões iniciais giraram em torno de um pedido para os bancos privados para fornecerem financiamentos. O governo daria garantias aos empréstimos. Parte do financiamento seria usada para pagar US$ 17,4 bilhões que o governo emprestou à GM e à Chrysler no fim do ano passado.Na semana passada, a GM e a Chrysler pediram US$ 22 bilhões em empréstimos para o governo, além dos US$ 17,4 bilhões que já haviam recebido, e disseram que haviam chegado a acordos iniciais com o UAW para reduzir os custos trabalhistas. Mas ainda faltam acordos importantes para garantir a sobrevivência das empresas.EUROPAOntem, a Ford - única grande montadora americana que não pegou empréstimo de socorro do governo - chegou a um acordo com a UAW para cortar pagamentos de seu plano de saúde dos aposentados, o que pode abrir caminho para uma negociação parecida com a GM.Ao mesmo tempo, governos europeus descartaram socorrer as unidades europeias da GM, Opel e Saab. Alemanha e Suécia se negaram a dar garantias de governo para empréstimos da montadora.No Canadá, a subsidiária da GM apresentou ontem um plano de reestruturação das operações da empresa no país e pediu ajuda econômica às autoridades canadenses.A GM Canadá não especificou o valor solicitado aos governos federal e da província de Ontário, mas se comprometeu a manter, entre 2009 e 2014, uma parcela de produção no país de entre 17% e 20% do que produzir nos EUA. Em dezembro, o Canadá se comprometeu a fornecer ao setor automobilístico um quinto da ajuda que recebesse das autoridades americanas. Após o compromisso inicial de Washington de entregar US$ 17,4 bilhões a GM e Chrysler, o Canadá disse que ajudaria as duas empresas com algo mais de US$ 3 bilhões. Na terça-feira, a GM apresentou seu plano de reestruturação nos EUA e disse que o número final de ajuda pública poderia rondar US$ 30 bilhões. O valor deixaria as ajudas canadenses à GM em torno de US$ 6 bi.

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