Tesouro prevê mais investimentos, mesmo sem CPMF

Mesmo sem os recursos da CPMF, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, previu hoje uma aceleração do crescimento dos investimentos em 2008. "Os investimentos já aceleraram este ano e vão acelerar mais no ano que vem", previu ele. Ele evitou, no entanto, adiantar se o governo precisará de aumento de impostos para cobrir o rombo de R$ 40 bilhões no Orçamento provocado pelo fim da CPMF. Também não negou que não seja necessária uma elevação da carga tributária."O fim da CPMF representa um obstáculo importante. Teremos que buscar outros caminhos não tão positivos", disse. Ele destacou que a decisão do Senado foi negativa para o País, mas o governo está buscando soluções com o menor impacto possível para a economia. "O mais importante do ponto de vista fiscal é que vamos manter as metas de superávit primário", ressaltou.O secretário negou que o governo tenha travado o pagamento de despesas de investimento em novembro devido a uma expectativa de perder a votação devido à redução do ritmo de crescimento dos pagamentos ao longo do mês. "Essas diferenças (de ritmo de crescimento) tem a ver com o processo de pagamento. Não tem relação desse tipo", assegurou.Segundo ele, ele é natural que no início de um processo de planejamento de médio prazo, como a implantação dos projetos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), o ritmo de pagamento das despesas seja mais lento. "Esse é um processo organizado e planejado de quatro anos. É normal que seja mais lento no início do processo", afirmou. Ele previu que ao longo do ano que vem haja uma maior aproximação entre o nível de empenho e pagamento das despesas.

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