Tesouro recomprou US$ 2,1 bi da dívida externa este ano

O coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Fernando Garrido, informou que o Tesouro Nacional recomprou este ano US$ 2,1 bilhões em títulos da dívida pública externa. Segundo ele, o Tesouro tem sido bastante ativo na recompra desses papéis, o que tem ajudado a reduzir a dívida federal externa. Ele lembrou que o Tesouro reabriu as emissões de Global 2021 para aumentar a liquidez para o financiamento da dívida de longo prazo.

RENATA VERÍSSIMO E ADRIANA FERNANDES, Agencia Estado

21 de julho de 2011 | 15h56

Garrido avaliou que a queda do porcentual da participação de estrangeiros no total da Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) ocorreu em razão do aumento do estoque. Segundo ele, o Tesouro espera que em valores continue havendo uma elevação da participação de estrangeiros, mas o porcentual na composição da dívida dependerá mais do comportamento do estoque.

A participação de investidores estrangeiros no total da DPMFi caiu para 11,11% em junho, ante 11,45% em maio. Em valores nominais, no entanto, a participação de estrangeiros teve aumento, passando de R$ 190,71 bilhões em maio para R$ 192,14 bilhões em junho.

Ele afirmou que a cobrança de IOF sobre as aplicações de estrangeiros fez com que houvesse uma estabilidade nas taxas dos títulos mais longos. Garrido lembrou que no passado, quando o governo isentou de IOF os investimentos estrangeiros, houve uma redução das taxas. O retorno do IOF, no entanto, ressalta o coordenador, não levou a uma piora das taxas. Ele destacou que a cobrança do tributo retirou o incentivo para a redução das taxas pagas pelo Tesouro ao investidor.

Garrido disse que apesar do IOF, o Tesouro não observou a venda de títulos por parte de estrangeiros. "O que observamos é a redução do fluxo de entrada", disse.

Emissões

O coordenador da dívida pública do Tesouro Nacional avaliou que as janelas de oportunidades para novas emissões de bônus da dívida externa do Brasil no mercado internacional devem continuar mesmo com a volatilidade lá fora.

Segundo ele, se, por um lado, a volatilidade do mercado internacional é, geralmente, negativa para emissões, por outro, os fundamentos da economia brasileira são muito bons, atraindo os investidores. Garrido destacou que a volatilidade obriga o emissor a ser bastante cuidadoso e atento para a melhor janela de oportunidade para novas emissões. Para ele, foi isso o que aconteceu na emissão do Global 2021, feita este mês pelo Tesouro Nacional no mercado internacional. Novas emissões, disse ele, vão depender da estratégia do Tesouro. Ele lembrou que agosto é um mês tradicionalmente fraco para emissões por conta das férias no Hemisfério Norte.

Taxas

Garrido informou que as taxas pagas pelo Tesouro para títulos prefixados têm se mantido estáveis em junho e julho, mesmo com as incertezas geradas pela crise na zona do euro e pela possibilidade de moratória nos Estados Unidos. "As variações das taxas foram pouco significativas nos leilões internos. Não observamos nenhum impacto desses eventos (EUA e Europa) em relação às taxas", afirmou.

Tudo o que sabemos sobre:
títulosdívida externaTesouro

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.