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Tesouro reduz a oferta de títulos públicos

A forte instabilidade no mercado financeiro com a escalada vertiginosa do dólar frente ao real também afetou ontem o leilão do Tesouro Nacional, que foi obrigado a reduzir ainda mais a oferta de títulos para não ter de sancionar taxas de juros mais elevadas. No leilão, o Tesouro colocou à venda o menor lote do ano de papéis com prazos de vencimento mais longos, em 2017 e 2021, e que trazem maior risco para o investidor. As ofertas dos lotes desses títulos, as NTN-F, caíram de 150 mil para 50 mil títulos para cada vencimento.

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2011 | 03h06

Com o caixa reforçado, que garante o pagamento dos títulos que vencem nos próximos seis meses, o Tesouro vem colocando um pé no freio na quantidade de papéis ofertados nos seus leilões semanais desde agosto.

A estratégia tem sido a de não aceitar a dispersão das taxas pedidas pelos investidores. Em setembro, esse movimento foi reforçado, principalmente depois que o BC resolveu reduzir em 0,50 ponto porcentual a Taxa Selic, aumentando as incertezas sobre o controle da inflação. O impacto da alta do dólar nos preços ampliou as dúvidas.

Segundo o coordenador da Dívida Pública do Tesouro, Fernando Garrido, apesar da volatilidade, o governo tem conseguido reduzir o custo de financiamento da dívida com a queda das taxas de juros dos papéis. Ele assegurou que o Tesouro não tem enfrentado problema de demanda dos investidores pelos títulos.

Porta de saída. Um dado positivo foi o fato de o Tesouro não ter recebido nenhuma proposta no leilão de recompra de NTN-F, realizado ontem. Esses leilões funcionam como uma espécie de "porta de saída" para os investidores que não querem mais ficar com os papéis de vencimento mais longo, com medo do cenário econômico, e não encontram compradores no mercado. Para Garrido, a falta de interesse demonstrou que os investidores continuam confortáveis e não têm preocupação com a situação da dívida brasileira no futuro.

Garrido ressaltou que a alta do dólar deve se traduzir numa redução da dívida pública em relação ao PIB. Segundo ele, isso acontecerá porque o Brasil é credor em dólar, já que as reservas internacionais superam o valor da dívida externa. Ele informou que o Tesouro já comprou os dólares necessários para o pagamento de títulos da dívida externa a vencer em 2011 e para parte da que vence em 2012. "É uma estratégia de redução de risco de refinanciamento. Uma política de hedge", afirmou Garrido. / A.F. e R.V.

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