Tesouro reitera intenção de emitir no exterior ainda este ano

O Tesouro Nacional mantém a intençãode voltar a emitir títulos no exterior este ano, mas aindaaguarda uma redução da volatilidade nos mercados, afirmou nestaquinta-feira o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin. "Estamos avaliando a evolução do mercado internacional, emespecial as turbulências, e assim que acharmos que há condiçõesde menor volatilidade... nós vamos voltar ao mercado", afirmoua jornalistas após audiência em comissão da Câmara. Ele acrescentou que a intenção do governo é emitir em reaisou dólares. O governo captou recursos no mercado externo pela últimavez em junho do ano passado, com uma reabertura de bônus emreais com vencimento em 2028. Em janeiro, o secretário-adjuntodo Tesouro Paulo Valle afirmou que o governo pretendia lançarnovos papéis ainda no primeiro semestre, mas Augustin nãoconfirmou o prazo. "Não vou fixar uma data. Está previsto para este ano,continuamos com essa previsão", disse o secretário. Ele avaliouque nas últimas duas semanas o mercado internacional jáapresentou uma melhora, mas ponderou que o Tesouro avalia "umconjunto de fatores" para tomar sua decisão. Mais cedo, em depoimento à Comissão de Orçamento doCongresso, Augustin afirmou que o aumento da taxa básica dejuros para 11,75 por cento ao ano terá impacto de 2,9 bilhõesde reais sobre a dívida pública ao longo de um período de 12meses. O cálculo leva em conta apenas o reflexo direto do aumentodo juro sobre os títulos atrelados à taxa Selic. Augustin disseainda que não é possível avaliar o efeito do aperto monetáriosobre o câmbio e a curva de juros do mercado porque isso"depende de muitas variáveis". Na véspera, o Comitê de Política Monetária (Copom)surpreendeu a maioria dos economistas com um aumento de 0,50ponto percentual da Selic --o que aumenta o diferencial entre ojuro doméstico e o praticado no exterior. A expectativapredominante é que os juros seriam elevados em apenas 0,25ponto. (Reportagem de Isabel Versiani)

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