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Tesouro: ser credor externo reduz custo de financiamento

O coordenador de planejamento estratégico da dívida pública do Tesouro Nacional, Rodrigo Cabral, afirmou hoje que o fato de o Brasil se tornar credor externo líquido é mais uma demonstração de robustez e solidez do País. Segundo ele, isso vai repercutir favoravelmente no custo de financiamento da dívida pública. "Os investidores e as agências (de classificação de risco) dão valor para isso, o que torna o País mais atrativo." De acordo com Cabral, no longo prazo, isso vai levar a uma redução do custo de financiamento e ajudar na trajetória de melhora da composição da dívida.O Banco Central divulgou hoje previsão de que o resultado de janeiro deste ano apresente uma diferença de US$ 4 bilhões entre a dívida externa bruta e os ativos do País no exterior, significando que, em termos líquidos, o País passou a credor externo. Para se ter uma idéia, no final de 2003 a posição devedora do Brasil era de US$ 165,2 bilhões.O coordenador-geral de operações da dívida pública do Tesouro, Guilherme Pedras, reforçou o raciocínio de Rodrigo Cabral e disse que a percepção de maior solidez atrai mais investidores, o que, combinado a uma dívida externa menor, trabalha na direção de reduzir o custo da dívida. Pedras afirmou que o Brasil hoje não tem necessidade de financiamento externo. Mas o Tesouro pretende fazer emissões no mercado internacional ainda este ano para melhorar a "eficiência" da curva de títulos no exterior, dando mais liquidez para os papéis e fixando pontos de referência. Cabral explicou que a estratégia do Tesouro de reduzir a exposição cambial da dívida pública via redução da dívida externa e diminuição da parcela atrelada ao câmbio da dívida interna contribui para transformação do Brasil em credor externo. Ele destacou também a importância da política de acumulação de reservas do Banco Central.

FABIO GRANER E ADRIANA FERNANDES, Agencia Estado

21 de fevereiro de 2008 | 16h30

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