Tesouro: superávit será menor no segundo semestre

O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, afirmou hoje que mantém a expectativa de que os investimentos irão reagir até o final do ano. "O investimento terá comportamento diferenciado no segundo semestre", afirmou. Em contrapartida, destacou Augustin, os superávits primários deverão ser menores. Ele lembrou que foi estratégia do governo fazer uma economia maior no início do ano para ajudar na desaceleração do ritmo de crescimento da economia e evitar pressões inflacionárias.

RENATA VERÍSSIMO E ADRIANA FERNANDES, Agencia Estado

25 de julho de 2011 | 16h26

"Adequamos o ritmo das despesas às necessidades da economia. Fizemos uma política contracionista. O superávit primário no segundo semestre será menor porque já fizemos um valor maior no primeiro semestre", disse. Augustin informou que algumas despesas, como o pagamento de sentenças judiciais e transferências para Estados, foram postergadas para o segundo semestre deste ano para que as despesas fossem menores no primeiro semestre. Os governadores ainda receberão R$ 1,9 bilhão este ano referente às perdas da chamada Lei Kandir.

O secretário garantiu que não há intenção do governo de flexibilizar o corte nas despesas de R$ 50 bilhões anunciado no início do ano, salvo algum ajuste em despesas obrigatórias. "Estamos trabalhando com o cumprimento da meta de superávit sem flexibilizar despesas", afirmou. Para ele, a folga no superávit acumulado de janeiro a junho não abre espaço para gastar.

Augustin argumentou ainda que o baixo crescimento dos investimentos nos primeiros seis meses de 2011 se deve à base de comparação alta, já que em 2010 os desembolsos ficaram concentrados no início do ano para cumprir as restrições da lei eleitoral. "Mantenho a expectativa de que o crescimento das despesas este ano será abaixo do PIB nominal e que os investimentos terão alta acima do crescimento nominal do PIB", disse. Ele afirmou também que mantém a estimativa de uma expansão dos investimentos em torno de 10%. "O investimento não tem a mesma lógica da despesa corrente", argumentou. "A maior parte do contingenciamento foi em despesas correntes e isso vai se expressar na forma de um superávit primário", disse.

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