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Tesouro suspende leilão de títulos

Decisão foi tomada para não levar maior volatilidade ao mercado

Adriana Fernandes, O Estadao de S.Paulo

07 de julho de 2027 | 00h00

A onda de turbulências que atingiu os mercados financeiros internacionais e brasileiro, provocada pelo temor com o futuro do setor imobiliário e de crédito nos Estados Unidos, obrigou ontem o Tesouro Nacional a suspender o leilão de venda de títulos.O Tesouro não chegou nem mesmo a divulgar ao mercado a portaria com o lote dos papéis que seriam vendidos. A última vez que o Tesouro cancelou um leilão foi em maio do ano passado, quando os mercados ficaram instáveis por causa de turbulências originadas na Ásia.FORTE ELEVAÇÃOA decisão de suspender a venda dos papéis foi tomada pelo Tesouro para evitar que o leilão, que seria de títulos prefixados (com taxas definidas no momento de leilão), trouxesse maior volatilidade ao mercado, disse o coordenador de Operações da Dívida Pública do Tesouro, Guilherme Pedras.Segundo ele, as taxas de juros no mercado futuro tiveram forte elevação ao longo da manhã e, por isso, o Tesouro não quis sancioná-las no leilão que ocorreria no início da tarde.''''Não havia motivo para o Tesouro sancionar taxas elevadas que são objeto de volatilidade e vão se reverter depois'''', afirmou. ''''Essas taxas não refletem os fundamentos da economia brasileira'''', acrescentou.PONTUAL E PASSAGEIRONa avaliação do coordenador, o cancelamento do leilão mostra, ''''com fatos'''', que o Tesouro está confortável e tem recursos para honrar os seus compromissos de pagamento dos títulos que estão vencendo, mesmo sem o leilão de refinanciamento da dívida. ''''O cancelamento mostra que temos caixa para enfrentar volatilidade'''', disse Pedras.O coordenador afirmou que nada muda na estratégia da administração da dívida com o cancelamento do leilão de ontem. ''''Foi um (só) dia (de volatilidade). Tudo indica que é pontual e passageiro.''''Pedras acrescentou que a demanda pelos títulos continua ''''presente''''. ''''Por mais que as taxas subam ou desçam, isso não tem feito com que os investidores desistam de aplicar em papéis do governo brasileiro.'''' Na sua avaliação, essa é uma turbulência passageira. ''''Não temos por que nos preocupar'''', afirmou Pedras.

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