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Tesouro vai continuar fazendo leilões extraordinários

Numa ação coordenada com o Banco Central para estancar a forte volatilidade no mercado financeiro, o Tesouro Nacional comunicou ontem que vai manter por tempo indeterminado a bateria de leilões extraordinários de recompra de títulos públicos. Nessas operações, o Tesouro Nacional dá uma espécie de "porta de saída" aos investidores ao aceitar recomprar os títulos de quem quiser se desfazer de seus papéis para evitar maiores perdas.

ADRIANA FERNANDES, LAÍS ALEGRETTI / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2013 | 02h24

A estratégia, conhecida no jargão do mercado como "ração diária", visa barrar a disparada das taxas de juros futuros e dar parâmetros de preços num mercado em ebulição, que perdeu referência depois que o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, informou que vai moderar a injeção de dólares no mercado se a economia do país continuar se recuperando.

A ideia é que os investidores ganhem algum conforto em encontrar o preço de equilíbrio do papel brasileiro sem entrar em pânico, achando que não terá comprador para o seu título no dia de amanhã.

Bom sinal. Os leilões extraordinários começaram semana passada, mas até agora não reduziram a volatilidade e tampouco evitaram a alta dos juros. Nos leilões de ontem, o Tesouro ofereceu um total de 6 milhões de títulos prefixados (com taxa definida no leilão) e atrelados ao IPCA. Mas só comprou de volta 1,241 milhão de papéis. Além de recomprar os títulos que estavam nas mãos dos investidores, o Tesouro vendeu 1,471 milhão de títulos. Para o Tesouro, a recompra concomitante à venda de novos papéis é um bom sinal.

"O leilão é bom para mostrar que há compradores e vendedores", disse um funcionário do Tesouro, que não quis se identificar. Por enquanto, as taxas de compra e venda ainda estão muito dispersas. Mas a avaliação do governo é que, com os leilões, a tendência é de aproximação das taxas, garantindo mais estabilidade de preços e normalidade.

Sem limite. Nessa fase de transição, o Tesouro assegurou que vai manter, enquanto for necessário, os leilões diários, sem limite de prazos. Poderá aumentar a oferta, se for preciso. Apesar da alta dos juros, a avaliação é de que a estratégia está no caminho certo.

"Fizemos ofertas que consideramos adequadas e a demanda foi até inferior. Mas entendemos ainda ser necessário fazer alguns leilões para dar parâmetro de preços", disse o técnico. Para hoje, está programada nova rodada de leilões de recompra, que serão lançados de forma coordenada com operações do BC no mercado de câmbio.

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