Tesouro vai oferecer mais prefixados

Na próxima terça-feira, o Tesouro Nacional vai oferecer novo lote de títulos prefixados. O vencimento do papel continua em seis meses, e não um ano, como o Tesouro chegou a cogitar. A instabilidade no mercado financeiro, apesar de estar mais contida, continua e os investidores ainda não têm segurança suficiente para comprar papéis prefixados de prazos mais longos.O que muda é o tamanho do lote. Na semana passada, a quantidade foi de um milhão de papéis. Para a próxima terça-feira, o Tesouro vai ofertar 1,5 milhão. O aumento na quantidade deve proporcionar maior liquidez - facilidade de negociação - no mercado secundário, onde os investidores fazem operações entre eles.De acordo com a apuração da editora Marisa Castellani, os operadores acreditam que o Tesouro tomou esta decisão optando pelo conservadorismo, ou seja, é melhor esperar pelas decisões da próxima semana no mercado internacional para definir as estratégias no mercado de juros no Brasil. No dia 21, a Organização dos Países Produtores de Petróleo se reúne para definir sobre um possível aumento na produção de petróleo, que vem apresentando aumentos consecutivos em seus preços e trazendo instabilidade para o mercado financeiro. Hoje, o preço do dólar oscilou um pouco e chegou a cair para o patamar de US$ 31,20. No fechamento do dia, o barril do óleo nos contratos futuros com vencimento em julho, subiu a US$ 32,33 - uma queda de 62 centavos em relação à véspera.Outro evento que deixa os investidores em compasso de espera é a reunião do banco central norte-americano (FED), que vai definir a nova taxa de juros básica do país. Ela acontece nos dias 27 e 28 de junho. Caso o FED não faça mais uma elevação de juros, as chances de que as taxas no Brasil caiam é maior. Hoje, o swap prefixado de um ano fechou pagando juros de 19,61% ao ano para uma base de 252 dias úteis. Ontem, título com a mesma base de comparação, pagou 19,82% ao ano. Entrada de dólares faz o preço da moeda cair Em relação ao mercado de câmbio, a moeda norte-americana caiu abaixo de R$ 1,81 hoje, depois de passar três dias oscilando em torno dessa cotação. O dólar chegou a registrar queda de 0,50%, sendo negociada a R$ 1,8020 na mínima do dia. No encerramento dos negócios, o dólar fechava em baixa de 0,39%, cotado a R$ 1,8040. De acordo com operadores, o fluxo positivo - entradas maiores que saídas - foi o principal motivo para esse comportamento do dólar.De acordo com a apuração do editor Mário Rocha, o maior volume de dólares entrou no País à tarde. Essesrecursos seriam provenientes da venda da Cemar (Companhia Energética Maranhense) para a empresa norte-americana Pensylvannia Power & Light, numa operação feita ontem e que envolveu R$ 522 milhões - cerca de US$ 290 milhões.

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